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Hypera (HYPE3) deixa passado sombrio para trás com acordo de leniência e ações sobem

Hypera (HYPE3) deixa passado sombrio para trás com acordo de leniência e ações sobem

Multa de R$ 110 milhões será paga pelo fundador da companhia

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Foto: Divulgação Hypera Pharma

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Após a Hypera (HYPE3) anunciar na noite desta terça-feira (31) que fechou um acordo de leniência com a CGU (Controladoria-Geral da União) e com a (AGU) Advocacia-Geral da União, referente ao pagamento indevido para senadores do MDB para obter vantagens em benefício da empresa, a ação ordinária da farmacêutica é a maior alta do Ibovespa neste início de pregão.

Por volta de 11h20, os papéis subiam 6,26%, negociados a R$ 41,22, enquanto o Ibovespa, principal índice da B3, caía 0,31%, aos 111.009 pontos.

Para encerrar a questão, a companhia concordou em pagar R$ 110 milhões à vista e disse que o valor será “integralmente suportado” pelo principal acionista e fundador da companhia, João Alves de Queiroz Filho. Segundo dados da plataforma do TradeMap, ele é dono de 21,4% do negócio e não ocupa cargos na empresa.

Em abril de 2018, a Polícia Federal deflagrou a Operação Tira-Teima, que investigou pagamentos de vantagens indevidas de empresários a políticos para obter benefícios em medidas de interesse do grupo. A operação ocorreu após delação de Nelson Mello, ex-diretor de Relações Institucionais da Hypera.

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Mello, em delação premiada de 2016, identificou uma suposta influência dos lobistas Milton de Oliveira Lyra Filho e Lúcio Bolonha Funaro com senadores do MDB. Em junho do mesmo ano, a farmacêutica informou que Mello (um dos homens de confiança do fundador da empresa) autorizou, por iniciativa própria, pagamentos a políticos sem a devida comprovação de serviços.

Na ocasião, Mello teria dito aos promotores que pagou R$ 30 milhões a lobistas para fazer transferências para senadores do MDB, incluindo Renan Calheiros, Romero Jucá e Eduardo Braga. Os pagamentos de propina teriam como objetivo garantir que esses senadores favorecessem a Hypera em assuntos de interesse da empresa.

Em relatório publicado nesta quarta-feira (1), a XP afirmou que a iniciativa resolve uma questão de longa data e o efeito líquido do valor da indenização é zero, já que a empresa será ressarcida (e o valor seria equivalente a apenas 0,5% do valor de mercado da empresa).

“A nosso ver, o comunicado retira uma carga significativa de incerteza quanto às obrigações da empresa, além de tornar a ação um ativo mais atrativo para investidores preocupados com a governança”, explica o analista Rafael Barros.

O BTG Pactual, por sua vez, disse que as preocupações com a governança na Hypera têm sido um problema significativo desde 2016, e que agora a expectativa é que o acordo de leniência tenha um impacto positivo para a empresa.

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