Com aumento nas vendas em farmácias e crescimento no mercado institucional, a receita líquida da Hypera (HYPE3) atingiu patamares recordes no terceiro trimestre. O lucro líquido, porém, permaneceu estável na comparação com o mesmo período do ano passado, pressionado pelas despesas financeiras.
Neste contexto, a companhia fechou o terceiro trimestre deste ano com lucro líquido de R$ 469,7 milhões, leve alta de 1,1% em relação aos mesmos três meses de 2021, de acordo com o balanço publicado na noite desta quinta-feira (27).
A pressão das despesas financeiras sobre o lucro já era esperada pelo mercado, mas o resultado reportado pela Hypera ficou acima das expectativas dos analistas. A XP Investimentos projetava o lucro em R$ 430 milhões, enquanto o Itaú BBA esperava R$ 447 milhões e o Safra apostava em R$ 454 milhões.
A receita líquida da empresa cresceu 24,7% na base anual e alcançou R$ 2,036 bilhões, maior patamar já registrado em um trimestre. Segundo a empresa, o desempenho foi impulsionado principalmente pelo crescimento das vendas nas farmácias, chamadas pela companhia de sell-out orgânico, e em linha com o avanço apresentado pelo varejo farmacêutico e pela expansão registrada no mercado institucional.
As vendas nas farmácias cresceram 17,3%, resultado principalmente da aceleração no ritmo de lançamentos, do aumento da capacidade de produção e de investimentos nas marcas líderes do varejo, explica a companhia.
O mercado institucional, por sua vez, teve expansão de 189,2% na receita, devido a iniciativas para aumentar o portfólio de produtos da companhia neste segmento, além do faturamento adicional com a venda de imunoglobulina.
Com isso, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) das operações continuadas da Hypera também atingiu um nível recorde, de R$ 727,2 milhões, o que corresponde a alta de 25,2% na comparação com o terceiro trimestre de 2021. A margem, por sua vez, foi de 35,7%, crescimento de 0,1 ponto percentual.
Do lado negativo, o resultado financeiro da companhia foi afetado pelo maior endividamento, devido principalmente a emissões de debêntures para financiar aquisições recentes, e pelo aumento da taxa Selic. Assim, o resultado financeiro apresentou salto negativo de R$ 241,9 milhões no período, ante R$ 75,8 milhões no terceiro trimestre de 2021.