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Guerra na Ucrânia completa 3 semanas e petróleo sobe a US$ 105 por barril

Guerra na Ucrânia completa 3 semanas e petróleo sobe a US$ 105 por barril

Expectativa de cessar-fogo entre Ucrânia e Rússia perde força após bombardeio contra civis

Ilustração com poços de petróleo e gráfico de alta nos preços

Foto: Shutterstock

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Os preços do petróleo voltaram a subir para mais de US$ 100 por barril. A perspectiva de fim da guerra na Ucrânia, que fez a commodity se desvalorizar, perdeu força após o conflito completar três semanas. Além disso, novas estimativas apontam que a demanda por petróleo pode ficar acima da oferta da commodity por um período maior que o inicialmente esperado.

Por volta das 11h (de Brasília), os preços do petróleo tipo Brent, que servem como referência no mercado internacional, subiam 7,3% no mercado futuro da ICE, para US$ 105,13 o barril.

Preços do petróleo estão subindo desde a noite de quarta-feira. Fonte: ICE

Na quarta-feira, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que as negociações de cessar-fogo com a Rússia estavam “mais realistas”, enquanto o ministro de relações exteriores russo, Sergei Lavrov, disse haver “alguma esperança” de acordo.

O mercado, porém, está esperando um avanço concreto nas conversas há semanas e, embora os dois países estejam indicando a possibilidade de interrupção do conflito, a guerra continua. As notícias mais recentes sobre o conflito apontam que a Rússia bombardeou um teatro que abrigava centenas de civis na cidade ucraniana de Mariupol e está avançando em direção a Kiev, a capital da Ucrânia.

A guerra da Ucrânia importa para os preços do petróleo porque a Rússia tem sido alvo de sanções econômicas desde que invadiu o país vizinho, no final de fevereiro. Algumas das medidas na prática impedem os russos de exportar petróleo.

Ontem, a AIE (Agência Internacional de Energia) afirmou que as grandes petrolíferas e empresas que negociam petróleo estão evitando fazer transações com o país, e que a consequência disso será uma queda na produção russa.

A partir de abril, disse a agência, haveria uma redução de 3 milhões de barris por dia (bpd) na oferta de petróleo da Rússia, e essa diminuição pode ser ainda maior se as sanções ao país aumentarem.

“As implicações de uma potencial perda das exportações de petróleo da Rússia para o mercado global não podem ser subestimadas. A Rússia é o maior exportador mundial de petróleo, despachando 8 milhões de bpd do produto e derivados para consumidores em todo o mundo”, disse a AIE.

A agência  afirmou que o aumento nos preços do petróleo e de outras commodities prejudicarão o crescimento da economia – e consequentemente reduzirão a demanda por petróleo. Ao mesmo tempo, estimou que, se outros países não aumentarem rapidamente a produção de petróleo, o mercado dependerá de estoques cada vez menores para se abastecer.

Nas contas da AIE, os estoques disponíveis cobrem 57,2 dias de demanda por petróleo – ou 13,6 dias a menos que em igual período do ano passado.

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