O lucro líquido do Grupo Soma (SOMA3) cresceu 59,2% no terceiro trimestre, na comparação com os mesmos três meses do ano passado, para R$ 103 milhões, surfando o forte crescimento de receita de todas as suas marcas e na melhoria de rentabilidade.
No consolidado, a receita líquida do Grupo Soma alcançou R$ 1,29 bilhão entre julho e setembro deste ano, alta de 34,9% contra os mesmos três meses de 2021.
A expansão de receita líquida reflete o aumento no faturamento de todas as marcas do grupo, com destaque para a Farm Global, cuja receita bruta subiu 65,3% na base anual; Cris Barros, com avanço de 61,2%; e Farm, com expansão 43,9%.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado, por sua vez, cresceu 120,6% na base anual, para R$ 214,2 milhões, fechando o período com margem de 16,6%, 6,4 pontos percentuais acima do anotado no mesmo trimestre do ano passado.
Essa melhora, de acordo com a companhia, se deve à melhor performance combinada das marcas, o aumento das vendas a preço cheio e a melhoria dos níveis de eficiência, que gerou uma forte alavancagem operacional.
A companhia destaca, inclusive, que o crescimento do lucro líquido ocorreu mesmo diante do cenário diferente de estrutura de capital, após a aquisição da Hering, e do significativo aumento da taxa de juros, que impactou as despesas financeiras.
O resultado financeiro do grupo no terceiro trimestre ficou negativo em R$ 49 milhões, contra R$ 1,2 milhão negativos nos mesmos três meses de 2021.
Outro destaque, diz a varejista, é o desempenho do varejo físico, que cresceu 32,4% na comparação com o terceiro trimestre do ano passado, mesmo diante da forte base de comparação, uma vez que as lojas já estavam totalmente abertas no fim do ano passado. As vendas no digital, por sua vez, cresceram 40,3%.