O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) reiterou a previsão do governo federal de que a privatização da Eletrobras acontecerá em abril. Antes disso, os acionistas da companhia devem votar sobre o assunto em fevereiro.
O calendário foi apresentado ontem em audiência pública pelo chefe do Departamento de Estruturação de Empresas e Desinvestimento do BNDES, Leonardo Mandelblatt. Ele disse que a oferta das novas ações da companhia deve ser lançada em março. No mês passado, surgiram dúvidas em torno do momento em que a Eletrobras ofertaria novas ações no mercado por causa do adiamento da análise da privatização pelo Tribunal de Contas da União (TCU),
Mandelblatt disse que o TCU não vê irregularidades na operação. Em dezembro, o governo federal já havia dito que a companhia seria privatizada até abril deste ano.
A Eletrobras deve colocar no mercado cerca de R$ 23 bilhões em novas ações com o objetivo de reduzir a participação do governo na companhia para menos de 45%. A União, porém, ainda terá poder de veto nas decisões da companhia. Os empregados da Eletrobras terão direito a comprar 10% do valor da oferta.
Ricardo Justo, sócio da Genial, líder do consórcio contratado para assessorar o BNDES na desestatização da empresa, comentou durante a live que a oferta para os empregados e aposentados da Eletrobras não é baixa, e seria algo em torno de R$ 200 mil se cada empregado comprasse ações.