Golpe duro da inflação: Gol (GOLL4) estima alta de 48% nos custos com combustíveis no primeiro trimestre

O querosene de aviação subiu 60% no período

Foto: Shutterstock

A Gol (GOLL4), uma das companhias que têm sofrido com o aumento do preço do petróleo no mercado internacional, espera um golpe duro da inflação no balanço do primeiro trimestre deste ano.

Estimativas preliminares divulgadas pela empresa nesta segunda-feira (11) apontam que os custos unitários com combustíveis subiram 48% nos primeiros três meses de 2022, em comparação com o primeiro trimestre do ano passado, em razão do aumento do querosene de aviação.

E o golpe poderia ser ainda maior: a alta de 60% no querosene de aviação, diz a companhia, foi parcialmente compensada pela maior eficiência da frota, com redução de 3,7% no consumo de combustível.

Com isso, a estimativa da Gol é que a companhia registre prejuízo por ação de aproximadamente R$ 1,981 no primeiro trimestre. A margem Ebitda deve ser de cerca de 11%, uma melhora em relação ao primeiro trimestre do ano passado, quando a margem Ebitda ficou negativa em 15,9%.

A receita unitária de passageiros (PRASK), segundo os números preliminares, deve ter crescimento de 45% em relação ao mesmo período do ano anterior. Excluindo o combustível, o custo unitário deve ter redução de 4%.

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