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Flexibilização na China e PEC dos Combustíveis – o que importa hoje

Flexibilização na China e PEC dos Combustíveis – o que importa hoje

Investidores ainda acompanham dados do Caged, que mostrarão desempenho do trabalho formal em maio

Ibovespa às 12h10

Foto: Shutterstock

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Segunda maior economia do mundo, a China está dando alguns passos para flexibilizar as medidas de restrição à circulação por causa da política de Covid zero no país, e isso vem animando os mercados globais e em particular a Bolsa brasileira.

Ontem, o período de quarentena requerido de viajantes internacionais, que era de 14 a 21 dias após a chegada em território chinês, foi reduzido para sete dias, mais três dias adicionais em casa, segundo informações da Comissão Nacional de Saúde do país.

As medidas foram tomadas após grandes cidades do país, como Pequim e Xangai, não apresentarem nenhum caso de Covid nos últimos dias.

Os índices futuros americanos operam no azul nesta manhã. Por volta das 8h10, o Dow Jones subia 0,60%, o S&P 500 estava em alta de 0,58% e o Nasdaq ganhava 0,54%.

No mesmo horário, o EuroStoxx 50 operava em alta de 0,98%.

Por que isso importa? 

A sinalização de que a China pode estar relaxando sua abordagem rígida aos casos de Covid trouxe alívio aos mercados internacionais, e ontem permitiu ao Ibovespa recuperar os 100 mil pontos. A bolsa brasileira foi apoiada pelas ações ligadas a commodities, principalmente Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4; PETR3).

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PEC dos Combustíveis

A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) dos Combustíveis será apresentada hoje pelo relator, senador Fernando Bezerra (MDB-PE), a partir das 11h. A proposta originalmente foi pensada para ressarcir os Estados que zerarem o ICMS dos combustíveis até o final do ano, mas essa ideia foi deixada de lado.

No lugar, o governo decidiu colocar a ampliação de programas sociais. Bezerra já indicou que o pacote de medidas – elevação do Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600, auxílio mensal de R$ 1 mil a caminhoneiros e aumento do vale-gás – teria um custo aproximado de R$ 35 bilhões até o final do ano.

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Essa conta, entretanto, pode ser maior. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, a ala política do governo tenta elevar o valor do Auxílio Brasil e do vale-gás.

Por que isso importa? 

O mercado teme um cenário de descontrole fiscal, com as despesas ficando acima do teto de gastos, mecanismo que limita o aumento das despesas públicas à inflação do ano anterior.

Quando o risco de descontrole das contas públicas de um país se eleva, investidores passam a pedir taxas de juros maiores lá na frente para comprar seus títulos públicos – ou, de forma mais simples, para emprestar dinheiro ao governo.

Essa taxa maior é o preço cobrado pela incerteza que o investidor assumirá ao aplicar recursos em um título brasileiro, por exemplo.

Caged de maio

Os investidores ainda estão de olho nos dados de maio do mercado de trabalho formal medidos pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), que serão apresentados nesta terça às 10h30.

Em abril, foram criados 196,9 mil postos de trabalho com carteira assinada, mas a média do salário de admissão ficou praticamente estagnada.

Por que isso importa? 

Os dados do mercado de trabalho são uma sinalização do comportamento da atividade econômica no segundo trimestre do ano, além de indicarem como está o poder de compra da fatia da população que possui vínculo formal de trabalho.

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