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Fleury (FLRY3): queda na margem de lucro preocupa mercado e ações caem

Fleury (FLRY3): queda na margem de lucro preocupa mercado e ações caem

Mercado deixou em segundo plano crescimento da receita e focou em aumento de custos

fleury divulgacao

Foto: Divulgação / Fleury

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A queda na margem de lucro do Fleury (FLRY3) no quarto trimestre de 2021 deixou os investidores preocupados com os resultados futuros da empresa. Com isso, as ações caem nesta sexta-feira (18) e registram uma das maiores perdas dentre os componentes do Ibovespa.

O lucro líquido ajustado da Fleury somou R$ 66 milhões no quarto trimestre do ano passado, queda de 57,6% em relação a igual período do ano anterior, segundo balanço divulgado pela empresa na noite desta quinta-feira (17).

Tanto o BTG Pactual Digital quanto a Genial Investimentos classificaram os resultados como “fracos”, ainda que a receita da companhia tenha crescido 9,7%, para R$ 1,017 bilhão, porque a margem Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) caiu 6,3 pontos percentuais, para 25,8%.

Boa parte do impulso no faturamento veio das recentes fusões e aquisições feitas pela Fleury (Pretti, Bioclinico, CIP, Moacir Cunha e Clínica Vita) segundo o BTG Pactual Digital, que ressaltou o bom desempenho de algumas destas operações, mas ponderou que “à medida que o Fleury se afasta gradualmente de seu negócio principal altamente lucrativo ainda não está claro se conseguirá manter sua lucratividade historicamente forte”.

A Genial Investimentos ressaltou que o setor de saúde passa por um período de consolidação e verticalização – por exemplo, com a incorporação pela Rede D’Or de empresas que fazem parte de sua cadeia de prestação de serviços -, e que o Fleury também tenta fazer seus avanços para desenvolver um ecossistema de saúde próprio. Isso, porém, está aumentando os custos da empresa.

Diferentemente do BTG Pactual, porém, que atribui recomendação neutra para a Fleury – com preço-alvo em R$ 21 -, a Genial defende a compra do papel, com preço-alvo em R$ 23,80.

Dentre os fatores positivos que enxergamos para a empresa estão o aumento dos exames de Covid-19, que deve contribuir com a receita no primeiro trimestre, o crescimento proporcionado pelas aquisições e o fato de o preço das ações da empresa operarem a 16,4 vezes o lucro esperado para 2022 – ante uma média histórica de 20 vezes.

Por volta das 11h05 (de Brasília), as ações do Fleury caíam 3,20%, a R$ 16,32.

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