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Fed reduz projeção para alta do PIB dos EUA de 4% para 2,8% neste ano; bolsas americanas reagem

Fed reduz projeção para alta do PIB dos EUA de 4% para 2,8% neste ano; bolsas americanas reagem

Expectativa do banco central americano para inflação foi elevada de 2,8% para 4,1%

Powell comenta alta de juros nos EUA

Jerome Powell, presidente do Federal Reserve. (Foto: Divulgação)

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A forte revisão das projeções do Fomc (Comitê de Política Monetária do Federal Reserve, o banco central americano) para a inflação e o PIB do país em 2022 fez as bolsas americanas perderem força na tarde desta quarta (16), mas há pouco o ânimo está voltando a prevalecer nos mercados.

O colegiado elevou a expectativa para a alta de preços neste ano de 2,6% para 4,3%, e também subiu a projeção para 2023, de 2,3% para 2,7%. O mercado esperava que a revisão de 2022 fosse ser bem menor, para em torno de 3%.

A previsão para o avanço do PIB (Produto Interno Bruto) americano neste ano também foi revisada por causa da invasão da Ucrânia pela Rússia e das sanções que se seguiram, de 4% para 2,8%.

Em entrevista coletiva após o anúncio da decisão, o presidente do Fed, Jerome Powell, indicou que a autoridade monetária dos EUA poderá subir os juros mais rapidamente se necessário. Afirmou ainda que o balanço do Federal Reserve começará a ser reduzido na próxima reunião, e que haverá aumento de juros em todas as seis reuniões de 2022.

“A inflação provavelmente vai levar mais tempo do que era esperado para retornar à nossa meta de estabilidade”, afirmou.

Em Wall Street, por volta das 16h15, o Dow Jones subia 0,53% (pouco antes da decisão a alta era de 0,74%), o S&P 500 avançava 1,15% (ante valorização de 1,22%) e o Nasdaq operava em alta de 2,43% (subia 2,21% antes da decisão).

Nesta tarde, em meio às fortes pressões inflacionárias decorrentes da guerra no Leste Europeu, o Fed elevou os juros americanos em 0,25 ponto percentual, a um intervalo entre 0,25% e 0,50%, a primeira alta na taxa básica desde dezembro de 2018. A taxa dos EUA estava próxima de zero desde março de 2020, quando a pandemia de coronavírus levou a uma onda de estímulos monetários pelo mundo.

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As decisões de política monetária nos Estados Unidos são acompanhadas com atenção pelos investidores brasileiros.

Para países emergentes, como o Brasil, o aumento de juros na maior economia do mundo costuma ser uma má notícia, já que taxas mais elevadas nos EUA e menos liquidez retiram a atratividade de ativos considerados mais arriscados. Saiba mais aqui.

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