Em dia de recuperação e com destaque de Petrobras, Ibovespa fecha em alta de 2,28%, aos 108.714,55 pontos

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Em dia de recuperação após uma semana de mercado pressionado pela atmosfera política relacionada à PEC dos precatórios, ao valor do Auxílio Brasil e com o furo do teto de gastos, o Ibovespa fechou em alta de 2,28% nesta segunda-feira, 25, aos 108.714,55 pontos e com R$ 3,8 bilhões em volume negociado. No mês, o índice acumula queda de 2,04% e, no ano, de 8,65%.

O mercado acionário brasileiro acompanhou o desempenho das bolsas americanas. Em Wall Street, o índice Dow Jones avançou 0,18%, aos 35.741,15 pontos, o S&P 500 teve alta de 0,47%, aos 4.566,48 pontos, e o Nasdaq subiu 0,90%, aos 15.226,71 pontos. Após sucessivas altas, o dólar Ptax recuou 2,10%, a R$ 5,59.

A alta do índice foi protagonizada pelos papéis da Petrobras (PETR3, PETR4), que avançaram 6,13%, a R$ 29,61, e 6,84%, a R$ 29,04, respectivamente. As ações foram impulsionadas pelo anúncio feito pela companhia referente ao reajuste dos preços da gasolina e do diesel em suas refinarias a partir de amanhã, 26.

A gasolina terá um aumento de cerca de 7%, e o diesel, 9%. A empresa justificou a elevação como uma garantia de que o mercado “siga sendo suprido em bases econômicas e sem risco de desabastecimento”.

Ainda entre os destaques de alta, a Ecorodovias (ECOR3) teve valorização de 5,31%, com os papéis cotados a R$ 8,73. A empresa vai divulgar seus resultados do terceiro trimestre ainda nesta segunda-feira.

No começo do mês, em prévia operacional, a empresa informou ter registrado movimento consolidado de 34,8 mil veículos em setembro, um crescimento de 10,7% em relação a 2020. No acumulado de 2021, o número chegou a 307,2 mil, expansão de 21,7%.

Além de Ecorodovias, Neoenergia, Smiles, Tim e EDP Energia vão apresentar os balanços referentes ao período de julho a setembro ainda hoje.

Em uma sessão de recuperação, poucas ações apresentaram quedas na Bolsa. Entre as exceções, destaque para Suzano (SUZB3), com baixa de 2,52%, a R$ 51,47, BRF (BRFS3), com recuo de 1,27%, a R$ 21,73, e Marfrig (MRFG3), com desvalorização de 1,19%, a R$ 24,82.

As exportadoras, que vinham sendo favorecidas pelo avanço do dólar, foram pressionadas em um dia de queda da moeda. No caso dos frigoríficos, os negócios suspensos com a China e a queda do preço da carne seguem pesando sobre os ativos.

Agenda de terça-feira, 26

A terça-feira será marcada pelo início da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central e pela divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de outubro.

Conforme o mais recente boletim Focus, o mercado financeiro espera que o Banco Central acelere o ritmo de alta dos juros, com uma elevação de 1,5 ponto percentual da taxa Selic, para 7,5% ao ano.

Às 10h, o ministro Onyx Lorenzoni divulga os dados do mercado formal de trabalho do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) de setembro.

Na agenda corporativa, banco Inter, Localiza, Indústrias Romi, Klabin e Cesp divulgarão os resultados referentes ao terceiro trimestre deste ano nesta terça-feira.

Nos Estados Unidos, às 11h, os EUA atualizam dados de outubro sobre a confiança do consumidor. No mesmo horário, saem ainda os números de vendas de novas moradias no país em setembro.

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