A Enauta (ENAT3) anunciou que, dentro do processo de conclusão da parada para manutenção do Campo de Atlanta, foram detectados problemas no mangote (mangueiras) e a companhia optou por interromper preventivamente a produção.
O campo, localizado na Bacia de Santos, já havia ficado parada de 1º julho até 17 de agosto, também para reparos.
“O campo encontra-se em período de estabilização e a produção deverá estar normalizada até setembro”, afirmou a empresa, em comunicado enviado ao mercado nesta sexta-feira (26).
Segundo a petrolífera, essa interrupção foi causada para atender exigências normativas do Ministério do Trabalho e para preparar o navio do tipo FPSO (unidade flutuante de armazenamento e transferência) para receber uma certificação da DNV (Det Norske Veritas), órgão norueguês.
Essa pausa longa causou uma queda brusca na produção da Enauta em julho. A empresa atingiu 268 mil barris de óleo equivalente (boe), além de uma produção média diária de 8,6 mil boe.
Este volume médio, que inclui o que a empresa produziu de óleo e gás, mostra um recuo de 52,3% em relação ao mês imediatamente anterior. A produção média diária do campo de Atlanta ficou em 300 barris de óleo por dia, bem abaixo dos 11 mil barris por dia apresentados em junho.