Em seu primeiro contato com a imprensa após voltar a ocupar o cargo mais alto na Eletrobras (ELET3; ELET6), Wilson Ferreira Júnior afirmou nesta quinta-feira (29) que daqui para frente a companhia terá como foco o mercado livre de energia.
Segundo ele, a capitalização permite uma melhor perspectiva de crescimento. “Temos novas oportunidades de negócio, sem as amarras estatais, que impediam a excelência de produtividade. Agora, a empresa tem uma perspectiva futura melhor”.
Além do mercado livre, a Eletrobras vai passar a monitorar a geração de energia renovável, como a fonte eólica e a solar, onde a empresa é pouco presente, explicou Ferreira Junior.
Alocação de capital
Indagado sobre a utilização do dinheiro em caixa, o executivo explicou que a empresa ainda estuda uma estratégica. Ferreira Junior destacou que, dentro do leque de empresas administradas pela Eletrobras, existem algumas que estão mais alavancadas que outras, e que o objetivo é que cada uma opere com uma estrutura próxima.
O executivo destacou ainda que o intuito da empresa não é de aumentar sua participação no mercado, mas sim aumentar a rentabilidade.
“Temos que ter uma capacidade de identificar avenidas de crescimento e vantagens comparativas. O nosso time de desenvolvimento de negócios e aquisições vai buscar oportunidades rentáveis de alocação do capital”, afirmou Ferreira Junior.
As primeiras falas de um dos executivos mais respeitado do mercado soou como uma música para os papéis da Eletrobras, mesmo que por pouco tempo, já que a aversão ao risco tem prevalecido. No fechamento, o papel ordinário (ELET3) caiu 0,07%, enquanto o preferencial (ELET6) avançou 0,54%.
Novo mercado
Por falar em novas frentes, a diretora de governança, Camila Araujo, também presente na coletiva de imprensa, disse, sem dar muitos detalhes, que a Eletrobras pretende entrar no Novo Mercado da B3 até o primeiro semestre de 2023.