Dona da Vivo, Telefônica (VIVT3) sofre com despesas e lucro cai 20,4% no 1º trimestre

Crescimento nas receitas foi ofuscado por despesas financeiras e amortização

Foto: Shutterstock

A Telefônica Brasil (VIVT3), dona da Vivo, não escapou do impacto do aumento de despesas e, apesar de ter apresentado crescimento nas receitas, viu o lucro líquido cair 20,4% no primeiro trimestre ante igual período do ano ano anterior, para R$ 750 milhões.

O resultado, de acordo com o relatório de balanço publicado pela companhia na noite desta terça-feira (10), foi pressionado principalmente por maiores despesas financeiras e pelo aumento de depreciação e amortização no período.

As despesas financeiras, que subiram 66,6% na comparação anual, para R$ 524 milhões, foram consequência, principalmente, de um aumento no endividamento causado pela aquisição de licenças 5G no final de 2021 e da elevação da taxa Selic.

Já a linha de depreciação e amortização teve aumento de 5,8%, devido ao início da amortização das licenças de espectro adquiridas no quarto trimestre, à amortização de novas licenças de software e ao maior volume de depreciação dos ativos de arrendamento.

Na contramão do lucro, a receita operacional líquida subiu 4,6% entre janeiro e março, na comparação anual, para R$ 11,352 bilhões. Foi o maior crescimento de receita líquida em sete anos, segundo a companhia, e reflete principalmente a alta nas receitas de serviço móvel (+5,7%) e de  aparelhos (+10%).

As receitas de serviço móvel foram impulsionadas pelo aumento nos acessos pós-pagos, vindo tanto da migração de planos dentro da própria Vivo quanto da portabilidade de outras operadoras. Um reajuste anual para parte dos usuários também ajudou esta linha de receita, diz a companhia.

Já o crescimento nas receitas de aparelhos, diz a Vivo, reflete o lançamento de novos aparelhos e uma melhoria na experiência de compra nas lojas.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recorrente foi de R$ 4,511 bilhões no trimestre, uma alta de 1,3% na base anual.

Os custos totais recorrentes aumentaram 7% no período ante o mesmo período do ano passado, para R$ 6,84 bilhões – abaixo da inflação, que subiu 11,3%, destaca a companhia.

No período, o total de acessos na rede da Vivo somaram 99,942 milhões. Do total, 85,302 milhões referem-se à base móvel enquanto 14,640 milhões à de acessos fixos.

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