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Decisão do Copom, vendas no varejo e o que mais você precisa saber para investir bem nesta quarta-feira

Decisão do Copom, vendas no varejo e o que mais você precisa saber para investir bem nesta quarta-feira

Mercado espera novo avanço de 1,5 ponto porcentual da taxa Selic, para 9,25% ao ano

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O principal evento desta quarta-feira, 8, recai sobre a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central a respeito da taxa básica de juros. A Selic, como é conhecida, serve como referência para o custo das linhas de crédito em toda a economia e a expectativa é que ela suba mais uma vez, no mesmo ritmo que o do último encontro.

A probabilidade maior é de que o avanço seja de 1,5 ponto porcentual (pp), para 9,25% ao ano, conforme já havia sido sinalizado pelo próprio Copom em outubro. Investidores chegaram a esperar um aumento mais intenso há algumas semanas, mas abandonaram a tese diante da fraqueza da economia e de uma perspectiva mais clara para os gastos públicos em 2022.

Apesar disso, ainda há dúvidas sobre qual efetivamente será a trajetória da Selic a partir de 2022. Nesta semana, instituições financeiras passaram a prever uma redução mais lenta da taxa em 2023. Por isso, mais do que a decisão em si, investidores estarão de olho no comunicado com a decisão, que será publicado a partir das 18h30.

Parte do mercado avalia que o BC pode indicar altas menos intensas nos juros por causa de sinais preliminares de estagnação econômica e desaceleração da inflação. A instituição, porém, tem pouca visibilidade sobre o ano que vem, visto que 2022 ainda não tem um orçamento federal aprovado e ainda trará eleições gerais, ambos fatores que podem influenciar as decisões de juros.

Como isso afeta seus investimentos

Uma trajetória de elevação da Selic menos intensa pode remover a pressão negativa que paira sobre as ações de empresas cujo preço embute expectativa de crescimento no futuro.

Hoje, estes papéis estão sendo prejudicados pelo cenário de juros mais altos. Além disso, o “pé no freio” seria favorável à perspectiva econômica brasileira em termos gerais, caso a inflação comece efetivamente a perder força nos próximos meses.

Vale ficar de olho

Outro destaque do dia está na divulgação, às 9h, dos dados sobre as vendas do setor varejista em outubro. Eles oferecerão ao mercado um retrato de como estava o segmento antes dos últimos dois meses do ano, quando as companhias em geral são beneficiadas pelas vendas da Black Friday e do Natal. As estimativas de analistas apontam para leve queda ou estabilidade em relação a setembro.

Também vale ficar de olho, no Brasil, no IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal) acumulado até 7 de dezembro, divulgado às 8h pela FGV (Fundação Getulio Vargas), e nos números do fluxo cambial semana, que serão publicados às 14h30 pelo Banco Central.

No exterior, saem dados às 12h sobre a a criação de empregos nos Estados Unidos em outubro e, às 12h30, a respeito dos estoques de petróleo e derivados no país. Às 22h30, está prevista a publicação do índice de preços ao consumidor da China referente a novembro.

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