De Assaí (ASAI3) a Renner (LREN3), as empresas que ainda valem a pena no varejo, segundo a XP

Não é por que a Selic e a inflação estão em alta que os investidores têm de vender todas as empresas do varejo. Algumas delas podem atravessar sem sustos esse período de estagnação econômica

Já é praticamente consenso entre economistas que os brasileiros vão entrar em 2022 com o poder de compra apertado. Afinal de contas, não só os preços estão subindo, com a inflação superando a casa dos 10%, mas também os juros devem seguir em alta, com a Selic voltando aos dois dígitos no ano a que vem. 

À primeira vista, parece o momento ideal para se livrar de ações de companhias do varejo, que dependem do consumo das famílias. Mas, para os analistas da XP Investimentos, é possível pinçar algumas empresas que podem atravessar sem sustos esse período de estagnação econômica. 

É o caso, por exemplo, da rede de atacarejo Assaí (ASAI3). “Nós vemos o atacarejo como uma combinação de uma proteção contra a inflação, resiliência e crescimento”, escrevem os analistas Danniela Eiger, Gustavo Senday e Gustavo Suedt, em relatório distribuído a clientes. 

Por volta das 15h desta quarta-feira, dia 8 de dezembro, a ação do Assaí era cotada a R$ 14,29, em queda de 0,70%. A XP, porém, credita que o preço pode chegar a R$ 25, uma valorização potencial de 63,7%.  

Na reta final do ano, o mercado tem olhado com cautela para as varejistas, em razão das perspectivas desfavoráveis para o consumo no curto prazo, uma leitura que tem sido confirmada pelos últimos dados do setor. Na quarta-feira, dia 7, o IBGE divulgou que o desempenho do varejo brasileiro em outubro caiu 0,1% em relação a setembro, a terceira queda consecutiva. 

Não por acaso, ações como a da Magalu (MGLU3) estão derretendo. Nesta quinta, por volta das 15h, estavam caindo 6,46%, a R$ 6,37. No ano, acumulam retração de 74,73%. O TradeMap, inclusive, publicou relatório que detalha a situação da empresa no mercado e que aponta se vale a pena comprar o papel de uma das queridinhas do mercado.

Além do Assaí, a XP também vê outros bons nomes para o varejo, especialmente as empresas que miram os consumidores que são menos afetados pela crise. “Nós gostamos de Arezzo (ARZZ3), Grupo Soma (SOMA3) e Vivara (VIVA3) por focarem em classes mais altas, que oferecem uma maior resiliência, e por contarem com um crescimento orgânico sólido”, destacam. 

Entre essas, a que tem maior potencial de valorização é o Grupo Soma. A empresa, que fechou na quarta cotada a R$ 13,9, pode subir para R$ 22, nas contas da XP – o que seria uma alta de 58,2%. Nesta quinta, operava em queda de 1,95%, a R$ 14,09, por volta das 15h.

Entre as empresas de vestuário, a XP afirma que é melhor dar preferência à Renner (LREN3). E, enquanto as empresas de e-commerce enfrentam maior volatilidade, como a Enjoei (ENJU3), os analistas ressaltam que as farmácias despontam como um segmento mais resiliente, com destaque para Pague Menos (PGMN3) e Raia Drogasil (RADL3).

Pelas estimativas da XP, a ação da Pague Menos é a que mais pode se valorizar, entre as redes de farmácias, com potencial de 78,1%. O papel fechou cotado a R$ 8,5 na quarta e poderia alcançar o valor de R$ 15. Nesta quinta, caía 1,12%, a R$ 8,4, por volta das 15h.

 

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