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CVC (CVCB3) vê demanda crescer com reabertura, mas prejuízo dobra e frustra analistas

CVC (CVCB3) vê demanda crescer com reabertura, mas prejuízo dobra e frustra analistas

Receita líquida teve avanço de 76,5% no período, para R$ 292,8 milhões

Foto de placa com logo da CVC

Foto: Shutterstock

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Apesar de ter apresentado um crescimento de receita, o prejuízo líquido da CVC (CVCB3) mais do que dobrou no primeiro trimestre de 2022 – as perdas de R$ 166,8 milhões foram 104,7% maiores do que as registradas no mesmo período do ano passado.

Ainda que o mercado já esperasse prejuízo, as perdas anotadas pela CVC ficaram 46,3% acima da projeção do Bank of America (BofA), que esperava R$ 104 milhões em perdas, e 91,7% acima da estimativa do BTG Pactual, de prejuízo de R$ 87 milhões.

O aumento das perdas, segundo a companhia, foi resultado da baixa de créditos tributários, o que não irá ocorrer nos próximos trimestres do ano.

A receita líquida subiu 76,5% no período, em um ano, e alcançou R$ 292,8 milhões, refletindo a reabertura dos mercados, segundo a CVC, que destaca o avanço mesmo com os efeitos da variante Ômicron do coronavírus em janeiro e fevereiro.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 33,3 milhões no primeiro trimestre, revertendo os R$ 56,4 milhões negativos do mesmo intervalo do ano anterior.

No âmbito operacional, as reservas confirmadas somaram R$ 2,8 bilhões, uma alta de 110,5% ante igual intervalo de 2021. As reservas consumidas, por sua vez, tiveram aumento de 117,8% no trimestre na base anual, para R$ 3 bilhões.

A expansão das reservas confirmadas, que também reflete a reabertura da economia, tem como destaque o desempenho das viagens corporativas, segundo a companhia, “pelo crescimento de vendas de produtos aéreos, aquecimento das vendas corporativas e para grandes grupos, bem como pelo aumento de ticket médio, decorrente da inflação de preço dos bilhetes”.

O aumento do ticket médio também jogou a favor da linha de reservas consumidas, diz a CVC, que se beneficiou também da flexibilização das restrições para viagens.

O take rate, resultado da divisão da receita líquida pelas reservas confirmadas, importante métrica utilizada pelo setor de turismo, atingiu 9,7% no primeiro trimestre do ano, uma queda de 2,3 pontos percentuais. O recuo, segundo a companhia, foi causado por variações no mix de vendas no primeiro trimestre de 2021, que teve margens mais elevadas.

Entre janeiro e março, as despesas de vendas da CVC subiram 115,1% quando comparado ao mesmo intervalo do ano anterior, para R$ 57 milhões, resultado de um aumento nas provisões para perdas – no primeiro trimestre de 2021, houve um maior volume de reversões de provisões criadas em 2020 diante do início da pandemia, de acordo com a empresa.

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