CVC (CVCB3): confira como as ações da companhia podem reagir após prévia do 4º trimestre

Operadora registrou maior volume de reservas confirmadas e consumidas e devem reportar receitas maiores relativas ao quarto trimestre de 2022

Foto: Shutterstock/Jair Ferreira Belafacce

A CVC (CVCB3), uma das maiores operadoras de viagens da América Latina, comunicou ao mercado aumento de 14% nas reservas confirmadas no quarto trimestre de 2022, para R$ 3,45 bilhões, em comparação à igual período de 2021.

De acordo com prévia publicada na noite de sexta-feira (3), a reservas confirmadas em todo o ano de 2022 totalizaram R$ 13,94 bilhões, avanço de 55% em relação à 2021. Sendo que as operações no Brasil representaram a maior fatia, R$ 10,27 bilhões, com crescimento de 38%, enquanto as reservas na Argentina registraram R$ 3,66 bilhões, com um aumento expressivo de 143%.

As reservas consumidas, por sua vez, somaram R$ 3,68 bilhões no quarto trimestre, o que representa um avanço de 7% em relação ao mesmo período de 2021. Na comparação anual a alta foi de 64%, para R$ 14,42 bilhões.

Segundo a CVC, a melhora nos resultados reflete a maior procura por destinos internacionais em 42% das operações brasileiras e 71% na Argentina.

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O que achamos?

O aumento nas reservas confirmadas deve impactar positivamente as receitas da CVC, com consequente redução de custos da operação, o que gera otimismo em relação ao desempenho da companhia nos próximos meses.

Com resultado, a CVC pode ter a alavancagem financeira, que é a divida líquida sobre o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) reduzida o quarto trimestre.

Até o período de julho a setembro, a empresa apresentava uma alavancagem de 7,4 vezes, a segunda maior entre as ações que compõe o Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa.

Além esse cenário, algumas noticias foram positivas para a operadora no início deste ano. A redução nos preços de querosene de aviação (QAV) pela Petrobras, diminuição do ICMS do combustível aéreo e desvalorização do dólar frente ao real, em 2,4% até a manhã desta segunda-feira (6) beneficiam o desempenho da companhia.

Todos esses fatores impactam indiretamente nos custos da empresa, que, por sua vez, devem gerar maior rentabilidade do negócio nos próximos trimestres.

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Além disso, a desvalorização do dólar aquece a venda de viagens com destinos internacionais. Caso se mantenha em queda, pode ser que a companhia eleve ainda mais as receitas e margens neste ano.

Por outro lado, as companhias de turismo dependem de diversas variáveis para obter bons resultados. Isso é, portanto, um ponto de atenção para o investidor.

Os riscos envolvidos são a elevação da taxa de juros, maior inflação, valorização do dólar ou até os naturais, como furacões em destinos turísticos que impossibilitam as viagens e reduzem a demanda.

Como as ações devem reagir?

Os resultados podem reestabelecer o otimismo dos investidores pouco tempo depois de a companhia frustrar o mercado com a notícia de que não irá mais comprar a Oner Travel.

Diante disso, as ações da CVC podem abrir em alta no pregão desta segunda-feira (6). As ações da operadora acumulam alta de 2,6% em 2023.

*O Pré-Trade é publicado diariamente pela Agência TradeMap, sempre antes da abertura da Bolsa, e se propõe a indicar como investidores podem reagir no pregão em reação a alguma notícia ou fato novo que tenha relação com uma ação específica em sua carteira. O conteúdo se destina a fins informativos e não deve ser interpretado como nenhum tipo de recomendação de investimentos.

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