A semana da primeira decisão de 2022 do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) chegou, e o mercado precifica uma alta de 1,5 ponto percentual na taxa básica, que assim subiria a 10,75% ao ano na próxima quarta-feira (2).
Os investidores estarão de olho principalmente no comunicado que acompanha a decisão. Em meio ao avanço da inflação no Brasil neste início de ano e do endurecimento da política monetária nos Estados Unidos, o BC sinalizará uma desaceleração no ritmo de altas ou manterá o aperto?
O risco da segunda opção é comprometer excessivamente a atividade econômica –nesta segunda (31), os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) mostrarão o comportamento do emprego formal em dezembro.
Outra pista do estado da economia no final de 2021 vem na quarta, quando o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulga a PIM (Pesquisa Industrial Mensal) de dezembro.
No dia seguinte ao Copom, na quinta, o Banco da Inglaterra e o Banco Central Europeu informam a taxa de juros do Reino Unido e da Zona do Euro.
Nos EUA, dados sobre o mercado de trabalho americano podem dar pistas dos próximos passos do Federal Reserve (Fed, o banco central do país), já que na sexta a Secretaria de Estatísticas Trabalhistas (BLS) divulga a taxa de desemprego da maior economia do mundo em dezembro.
Bolsas internacionais
Os principais índices internacionais operam mistos nesta segunda-feira, último dia de negociações de janeiro.
A Europa aguarda os desdobramentos da tensão entre Rússia e Ucrânia, mas o crescimento da prévia do PIB (Produto Interno Bruto) do quarto trimestre na Zona do Euro ajudou na alta das ações.
Por volta das 7h50, o índice Euro Stoxx, um dos principais da zona do euro, subia 0,50%. Já os contratos futuros americanos operavam de maneira mista, com o Dow Jones em queda de 0,23%, o S&P 500 operando próximo de zero (-0,01%) e o Nasdaq marcando alta de 0,25%.
Veja abaixo a agenda completa.
Segunda-feira
Às 8h25, sai o Relatório Focus, com projeções de analistas para juros, inflação, câmbio e PIB.
Às 9h30, será divulgada a nota do Banco Central sobre o resultado primário da União, estados, municípios e estatais em dezembro e em 2021.
Às 9h30, serão informados os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) de dezembro.
Terça-feira
Às 7h, será divulgada a taxa de desemprego da Zona do Euro em dezembro e em 2021.
Às 8h, a FGV informa o Índice de Confiança Empresarial de janeiro.
Às 10h, o HSBC divulga o PMI (índice de gerente de compras) da indústria do Brasil em janeiro.
Às 11h45, a Markit informa o PMI (índice de gerente de compras) da indústria dos EUA em janeiro.
Às 12h, sai a criação de emprego nos Estados Unidos informada pelo BLS (Secretaria de Estatísticas Trabalhistas).
Quarta-feira
Às 7h, sai o CPI (índice de preços ao consumidor) da Zona do euro em janeiro.
Às 9h, o IBGE informa a Pesquisa Industrial Mensal de dezembro.
Às 10h15, os EUA divulgam o relatório ADP de emprego no setor privado.
Às 12h30, o DoE (Departamento de Energia americano) informa os estoques de petróleo bruto atualizados.
Às 14h30, o Banco Central divulga o IC-BR (índice de Commodities) de janeiro.
Às 18h30, o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) informa a nova taxa básica de juros, a Selic.
A Fenabrave informa o número de emplacamentos de veículos no Brasil em janeiro.
Quinta-feira
Às 10h, o HSBC informa o PMI (índice de gerente de compras) de serviços do Brasil em janeiro.
Às 9h, sai a decisão sobre juros do Banco da Inglaterra.
Às 9h45, o BCE (Banco Central Europeu) informa a nova taxa de juros da Zona do Euro.
Às 10h30, o DoL (Departamento de Trabalho dos EUA) divulga o número atualizado de pedidos de auxílio desemprego no país.
Às 11h45, a Markit informa o PMI (índice de gerente de compras) de serviços dos Estados Unidos.
Sexta-feira
Às 10h30, o BLS (Secretaria de Estatísticas Trabalhistas dos EUA) divulga a taxa de desemprego no país.