O Grupo GPS (GGPS3), uma prestadora de serviços de limpeza e segurança, tem andado com sede de aquisições. Desde a abertura de capital, realizada em abril do ano passado, a companhia já comprou oito empresas — sendo a última anunciada na quarta-feira, dia 12, com a incorporação da Force Vigilância, um negócio de segurança privada com sede no Paraná e que fatura R$ 142,5 milhões ao ano.
A empresa, porém, não deve parar por aí. Uma conta feita pelo BTG Pactual estima que as aquisições esperadas para 2022 devem acrescentar R$ 2,4 bilhões à receita do Grupo GPS. Trata-se de um reforço e tanto. Só nos nove primeiros meses de 2021, a empresa somou R$ 4,7 bilhões em receita líquida, com a ajuda, é claro, das empresas que já foram adquiridas.
No ano passado, vale dizer, o Grupo GPS superou a sua meta de aquisições. A empresa havia prometido incorporar negócios que lhe dessem uma receita adicional de R$ 1,6 bilhão. No fim das contas, acabou atingindo a marca de R$ 1,8 bilhão. Na sua história, a empresa fez 38 fusões e aquisições.
A aquisição da Force Vigilância foi feita por uma controlada do Grupo GPS, a Graber Sistemas de Segurança. O valor da transação não foi revelado. Ainda assim, o BTG disse que o mercado deve avaliar positivamente o negócio.
A julgar pelo desempenho da ação da empresa nesta quinta-feira, parece que o banco estava certo. Por volta das 17h, o papel da companhia subia 1,02%, a R$ 14,88. O BTG, aliás, recomenda a compra da ação, com um preço-alvo de R$ 23 em 12 meses.
Na visão dos analistas do banco, a companhia precisa de pouco capital para crescimento, o que ajuda na expansão de lucro para os próximos anos. Pelas contas do BTG, o Grupo GPS deve ter lucro líquido de R$ 479 milhões em 2022, expansão de 46% em relação ao que é esperado para 2021, número ainda não publicado.