Colhendo os frutos da venda da empresa química Oxiteno, a Ultrapar (UGPA3) fechou o segundo trimestre de 2022 com lucro líquido de R$ 460 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 18 milhões anotado no mesmo período do ano passado.
Além da recuperação em relação ao ano passado, o resultado também ficou acima das expectativas do mercado. O Itaú BBA, por exemplo, esperava um lucro 103% menor, de R$ 227 milhões, enquanto o Santander, mais otimista, projetava R$ 363 milhões – 27% abaixo do reportado.
O resultado, diz a companhia, foi ajudado ainda pelo crescimento do Ebitda em todas as unidades de negócios, com destaque para o Ipiranga, e pelo ganho de capital do impairment (redução do valor do ativo após a venda) da Extrafarma, vendida para a Pague Menos (PGMN3).
Vale ressaltar, porém, que a venda foi fechada em agosto, de modo que os recursos obtidos entrarão nos resultados do terceiro trimestre.
Estes efeitos foram capazes de compensar o impacto negativo da despesa financeira líquida, que saiu de R$ 50 milhões, no segundo trimestre de 2021, para R$ 510 milhões, devido ao resultado negativo de marcação a mercado de hedges e da elevação do CDI.
A receita líquida do segundo trimestre foi de R$ 37,425 bilhões, alta de 31% contra os mesmos três meses de 2021, reflexo do crescimento de receita em todas as unidades, principalmente na Ipiranga.
Principal unidade de negócio do grupo, o Ipiranga encerrou o período com receita líquida de R$ 33,706 bilhões, expansão de 41% na comparação anual, devido a repasses dos aumentos de custos nos produtos vendidos.
O Ebitda ajustado recorrente, por sua vez, ficou em R$ 1,119 bilhão, alta anual de 45%. Esse indicador também apresentou melhora em todas as unidades de negócio – no Ipiranga, o Ebitda ajustado subiu 99%, para R$ 840 milhões.