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Com possível venda do Carrefour, ação no Brasil (CRFB3) sobe e ajuda Ibovespa a se recuperar

Com possível venda do Carrefour, ação no Brasil (CRFB3) sobe e ajuda Ibovespa a se recuperar

No quarto dia de pregão do ano, índice finalmente começa a subir, puxado por rumores sobre Carrefour

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B3/Divulgação

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Depois de começar o ano com três pregões seguidos em queda, a Bolsa tem um alívio nesta quinta-feira, dia 6, com uma leve alta do Ibovespa. O índice — que subia 0,74% por volta das 13h50, aos 101.749 pontos — é puxado principalmente por Carrefour (CRFB3), em meio a uma possível venda do grupo francês, e empresas do setor de commodities, saúde e bancos.

As ações da operação brasileira do Carrefour, negociada na B3, operavam em alta de 3,3% e, segundo Alexsandro Nishimura, economista, head de conteúdo e sócio da BRA, são  impulsionadas pela notícia de que o grupo francês poderá receber uma nova proposta da Auchan, outra rede francesa de supermercados e que está interessada em adquirir o concorrente.

Segundo informações da Bloomberg, a Auchan mantém conversas com fundos de private equity, como a  CVC Capital Partners, para realizar uma oferta conjunta pelo Carrefour, que tem o brasileiro Abilio Diniz como um dos seus principais acionistas.

Entre as empresas do Ibovespa, a valorização do Carrefour só perde para BRF, com alta de 3,79%; Fleury, com avanco de 3,78%, e Petz, com 3,41%. Entre os bancos, os destaques são o Banco Pan, com valorização de 2,75%, e o Banco Inter, com alta de 2,44%, este último após dois seguidos em que o papel despencou.

Na ponta oposta, as maiores quedas são Positivo, com recuo de 3,32%; Rumo, com baixa de 3,25%; e Magalu, com queda de 2,49%.

E o pós-Fed?

Após o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) sinalizar que pode antecipar o processo de alta de juros e de retirada de estímulos à economia, em ata referente à última reunião e publicada na quarta-feira, dia 5, um movimento negativo para ativos de risco, o Ibovespa vai na contramão da maioria dos demais índices do mundo, para tentar interromper a sequência de três quedas seguidas.

“Aparentemente é um movimento mais técnico, visto que os fundamentos permanecem, com crescente crise no funcionalismo público, a produção industrial em queda e inflação alta”, afirmou o economista da BRA.

Lá fora, as principais bolsas estavam em queda. O índice Euro Stoxx 50 caía 1,73%; o FTSE 100, de Londres, 1,00%; e o DAX, na Alemanha, tinha baixa de 1,60%. Em Wall Street, o Dow Jones caía 0,27%, enquanto o Nasdaq operava praticamente estável e o S&P 500 subia 0,13%.

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