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Com impulso da renda fixa, indústria de fundos capta R$ 15,7 bi em outubro; ações e multimercados têm resgates

Com impulso da renda fixa, indústria de fundos capta R$ 15,7 bi em outubro; ações e multimercados têm resgates

Fundos multimercados lideraram resgates, com saída líquida de R$ 12,5 bi no mês, a maior do ano

Mercado oscilação

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A indústria de fundos brasileira teve captação líquida de R$ 15,7 bilhões em outubro, o menor patamar desde janeiro, segundo dados da Associação Brasileira de Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Os aportes foram liderados pelos fundos de renda fixa, que registraram entrada líquida de R$ 17,4 bilhões no mês passado, seguidos pelos fundos de recebíveis, os FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios), que tiveram aporte líquido de R$ 12,8 bilhões.

Já os fundos multimercados lideraram as retiradas, com saída líquida de R$ 12, 5 bilhões, o maior resgate líquido no ano. Em 2021, contudo, os multimercados ainda acumulam captação positiva de R$ 69,6 bilhões.

O resgate nessas carteiras foi liderado pela subcategoria multimercados livres, que não têm uma estratégia definida, com retirada líquida de R$ 8,6 bilhões no mês passado.

Fundos de ações em baixa

Pela segunda vez neste ano, os fundos de ações exibiram resgates. Em outubro, houve saída de R$ 6,1 bilhões líquidos, saldo superior ao de setembro (-R$ 2,2 bilhões). Com isso, o valor positivo acumulado em 2021 foi reduzido para R$ 2,6 bilhões.

A pior performance do índice Ibovespa (-6,74% em outubro) e alta da taxa Selic para 7,75% impactaram negativamente o fluxo para essas carteiras, com os investidores migrando parte das aplicações em renda variável para os fundos de renda fixa.

Entre as subcategorias, os fundos classificados como ações livres, que não têm o compromisso de concentração em uma estratégia específica, foram os mais impactados, com resgates de R$ 3,6 bilhões no mês.

Apesar do resgate líquido em fundos de ações, os produtos listados em bolsa do tipo ETF (Exchange-Traded Funds, ou fundos de índice) de renda variável tiveram aporte líquido de R$ 3,4 bilhões em outubro.

ETFs são fundos passivos que têm o desempenho atrelado a um índice de referência. Na B3, além dos ETFs que replicam índices de ações da bolsa local, como o Ibovespa, há diversos fundos que têm o desempenho atrelado a índices de ações globais, como o S&P 500 e o Nasdaq, que têm mostrado bom desempenho neste ano. Os índices S&P 500 e o Nasdaq sobem cerca de 26% e 24,3%, respectivamente, no ano.

No ano, a indústria de fundos registra capação líquida de R$ 420,9 bilhões, somando R$ 6,8 trilhões em patrimônio líquido.

Fundos cambiais lideram a rentabilidade em outubro

Os fundos cambais, que têm pelo menos 80% da carteira atrelados a moedas estrangeiras, lideraram os ganhos em outubro, registrando valorização média de 3,05%, beneficiados principalmente pela alta de 3,7% do dólar frente ao real no mês passado.

Os fundos multimercados estratégia específica tiveram o segundo melhor desempenho da indústria em outubro, com retorno de 2,04%, acumulando ganho de 6,33% no ano.

Já os fundos de ações setoriais tiveram o pior desempenho da indústria, com queda média de 12,46% em outubro, seguidos pelos fundos de ações small caps, que registram retorno negativo de 11,55%. No ano, a perda acumulada dessas carteiras é de 4,16% e de 11,15% respectivamente.

Em ações, as 12 subcategorias ficaram com rendimento negativo, e mais da metade teve desempenho abaixo da média, que correspondeu a -7,75% em outubro.

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