A Cogna (COGN3) sofreu com a alta dos juros no segundo trimestre de 2022 e apresentou um prejuízo líquido de R$ 100,9 milhões, 148,5% maior do que no mesmo período em 2021. A empresa destacou que a despesa financeira do trimestre cresceu 94,1% na mesma base, atingindo R$ 699 milhões no final do período.
De acordo com a Cogna, isso ocorreu pelo aumento da taxa básica de juros, a Selic, que variou de 4,25% para 13,25% em 12 meses. O resultado líquido surpreendeu negativamente a XP e o BTG, que projetavam prejuízos de R$ 27 milhões e R$ 67 milhões, respectivamente.
Esse avanço da Selic já havia pressionado os números do primeiro trimestre da empresa.
A receita da Cogna atingiu R$ 1,15 bilhão no segundo semestre, número em linha com o apresentado no mesmo período em 2021 e também em linha com as expectativas da XP e BTG. Parte desse aumento se deve, de acordo com a empresa, a um avanço na base de alunos.
“Finalizamos este semestre com crescimento de 12,0% na base de alunos de graduação e 20,3% na pós-graduação”, avalia a Cogna. Na graduação, a empresa encerrou o trimestre com 929 mil alunos e na pós, atingiu 60 mil. “Este crescimento ocorre tanto no segmento de baixa presencialidade (+13,9%) quanto de alta presencialidade (+8,9%), o que demonstra a forte atuação da empresa nos dois segmentos”, finaliza a empresa de educação.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, amortização e depreciação) recorrente da Cogna foi de R$ 355 milhões de abril a junho deste ano. O montante representa um avanço de 11,4% em relação aos R$ 318,7 milhões do mesmo período em 2021.
As expectativas de agentes do mercado eram mistas para o indicador. O Santander projetava um Ebitda de R$ 415 milhões enquanto a XP vislumbrava R$ 332 milhões e o BTG acreditava em R$ 302 milhões.
A provisão para créditos de liquidação duvidosa caiu 37,6% no trimestre, para R$ 118,63 milhões ante o mesmo intervalo do ano anterior.
