O cenário econômico de 2023 deve beneficiar a Vale (VALE3), mas ainda é cedo demais para recomendar a compra das ações da empresa, segundo o Goldman Sachs, que sugere neutralidade em relação ao papel – ou seja, nem compra, nem venda.
Em relatório publicado na noite de quarta-feira (11), o banco americano diz que a demanda por aço na China ainda está fraca – o que é negativo para a empresa brasileira, que vende minério de ferro, um dos insumos usados pelas siderúrgicas.
No entanto, diz o Goldman Sachs, a combinação de expectativas positivas em relação à China e de reabastecimento dos estoques chineses no primeiro trimestre podem ajudar a sustentar o preço das ações da Vale no curto prazo.
“Em nossas conversas, alguns investidores no Brasil continuam a ver a Vale como um nome interessante para se manter em carteira durante momentos de incerteza política elevada devido à natureza exportadora do negócio”, disse o banco no documento.
Isso não acontece, por exemplo, com a Petrobras (PETR4). Nos últimos três meses – período marcado pelas eleições e pela troca de governo -, as ações da petrolífera caíram 15%, enquanto as da Vale subiram 30%, impulsionadas pelo aumento nos preços do minério de ferro.
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A valorização da commodity, segundo o Goldman Sachs, foi provocada por uma reabertura mais agressiva e mais rápida que a esperada da economia da China, em conjunto com a adoção de medidas de estímulo ao crescimento do país adotadas pelo governo chinês.
O Goldman Sachs, porém, evita recomendar a compra das ações da Vale neste momento, porque acha que os investidores ficarão decepcionados com a recuperação da demanda por minério de ferro na China ao longo do ano. A procura pelo produto, diz o banco, deve crescer de forma mais lenta por causa dos problemas no mercado imobiliário chinês em 2022.
O Goldman Sachs atribui preço-alvo de US$ 12 ao ADR da Vale.