CCR (CCRO3): apesar de receita maior, prejuízo cresce pressionado por despesas

Despesas operacionais e financeiras cresceram mais rápido que a receita da companhia no quarto trimestre de 2022

Foto: Shutterstock/rafapress

O prejuízo da CCR (CCRO3) cresceu 63% no quarto trimestre de 2022 em relação a um ano antes, para R$ 217,1 milhões, mesmo diante de um aumento na receita da companhia na mesma base de comparação.

O grande vilão dos resultados do período foi o aumento das despesas, tanto operacionais quanto financeiras.

A receita líquida da CCR aumentou 15,7% no quarto trimestre na comparação com o mesmo período de 2021, para R$ 3,3 bilhões.

O crescimento foi puxado principalmente pelos segmentos de aeroportos e de mobilidade (altas de 44,0% e de 46,9%), que juntos passaram a representar quase metade do faturamento da CCR. No quarto trimestre de 2021, eram equivalentes a um terço do total.

No segmento de rodovias, a receita líquida ficou praticamente estável, em R$ 1,9 bilhão.

Apesar do forte crescimento na receita, as despesas com serviços prestados e os gastos administrativos aumentaram numa velocidade ainda maior (22,9% e 49,7%, respectivamente), provocando queda no resultado operacional – o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) encolheu 41,2%, para R$ 824 milhões.

Em termos ajustados, que excluem do Ebitda despesas não recorrentes – por exemplo, com manutenção -, o resultado também encolheu, em 27,9%, para pouco mais de R$ 1 bilhão, o que derrubou a margem de lucro da CCR.

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As despesas com instrumentos financeiros também pesaram sobre os números da companhia, aumentando 24,8%, para R$ 781 milhões no quarto trimestre.

Investimentos da CCR

A empresa divulgou que pretende investir R$ 7,2 bilhões em 2023, e que a maior parte dos recursos será destinada à divisão de mobilidade – que inclui concessões de transporte público e metrô. Serão R$ 3,5 bilhões destinados a esta área.

As rodovias aparecem em segundo lugar, com R$ 2,8 bilhões, sendo o maior gasto com a RioSP. Os aeroportos receberão os R$ 702 milhões restantes.

A CCR também disse que vai gastar R$ 1,2 bilhão com a ViaOeste em 2023, mas disse que estes valores, usados na construção de obras de melhorias, não devem gerar benefício econômico futuro e quando incorridos serão registrados como custo.

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