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Camil (CAML3) sente o peso da alta dos juros e vê lucro encolher mesmo com receita maior

Camil (CAML3) sente o peso da alta dos juros e vê lucro encolher mesmo com receita maior

Lucro da Camil diminui diante do aumento nas despesas da companhia com pagamento de juros, mesmo diante de melhora operacional

Fachada da empresa Camil
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O aumento das taxas de juros ao longo dos últimos meses teve consequências negativas para os resultados da Camil (CAML3), reduzindo o lucro da companhia mesmo diante de um aumento na receita.

O lucro da Camil caiu 10,5% no primeiro trimestre – que, no caso da companhia, terminou em maio – em relação a igual período do ano passado, para R$ 96,8 milhões. O número ficou um pouco abaixo das previsões de algumas instituições financeiras, como a do Itaú BBA.

O resultado foi motivado essencialmente pelo crescimento das despesas da companhia com operações financeiras, que triplicaram na mesma base de comparação, para R$ 84,9 milhões.

Segundo a Camil, o aumento destes custos está relacionado “ao crescimento das despesas com juros sobre empréstimos, devido ao aumento da taxa de juros no período”. Vale lembrar que, de maio do ano passado até agora, a taxa básica de juros no Brasil subiu quase 10 pontos porcentuais, saindo de 3,5% para 13,25% ao ano.

O resultado operacional da companhia, no entanto, melhorou no período.

A receita líquida da empresa cresceu 6,2%, para R$ 2,4 bilhões. O resultado foi puxado pela alta de 6,4% das receitas nas operações brasileiras, para R$ 1,9 bilhão, “impulsionada pelo aumento de preços de mercado de açúcar e feijão e pela entrada das categorias de massas e café no resultado do período”, disse a Camil.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização ) cresceu 33%, para R$ 244,6 milhões, enquanto a margem Ebitda – percentual desta medida de lucro em relação à receita líquida – aumentou em 2,1 pontos porcentuais, para 10,2%.

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No segmento internacional, a receita líquida teve alta de 5,2%, a R$ 529,3 milhões. Segundo a Camil, o desempenho foi puxado pelo aumento do volume de vendas no Uruguai e a entrada dos resultados nas operações no Equador, “parcialmente compensado pela redução dos volumes de vendas do Chile e Peru”.

As ações da Camil encerraram o pregão desta quinta-feira (15) com alta de 1%, a R$ 11,10, no melhor desempenho desde o fim de 2021, conforme dados da plataforma TradeMap. Hoje, no entanto, as ações caem 3,06%, a R$ 10,76, em reação aos resultados.

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