Apesar de a Prio (PRIO3) registrar queda na produção de novembro para dezembro, o BTG Pactual minimizou os dados mensais, tidos como “previsíveis”, e ressaltou que o investidor não precisa reagir “exageradamente” aos números, mesmo com as falhas em equipamentos de três campos.
No mês passado, a produção de petróleo da companhia foi de 45,37 mil barris por dia, uma baixa de 6,7% em relação a novembro. As vendas de óleo, por sua vez, somaram 321,44 mil barris no período, 68% inferiores na mesma base de comparação.
Em comunicado enviado ao mercado na noite de quinta-feira (6), a Prio afirmou que os dados de dezembro tiveram o efeito de falhas de equipamentos nos campos de Frade, Polvo e Tubarão Martelo.
Diante da baixa na produção, as vendas foram menores em dezembro, mas não por questões operacionais, e, sim, por condições comerciais adversas no período, como o alto custo do frete, segundo a companhia. A Prio ressaltou ainda que essas vendas serão efetivadas no primeiro trimestre deste ano.
Previsão para 4º trimestre revisada
Em relatório, o BTG destacou que faz muito sentido a petrolífera ter adiado as vendas para o primeiro trimestre deste ano, já que o preço máximo do petróleo russo provocou uma subida nos custos de frete, o que poderia ter prejudicado muito os preços realizados.
“Isso significa que os resultados do quarto trimestre ficarão abaixo de nossas expectativas iniciais, já que as vendas foram 47% abaixo do que desenhamos. Mas acreditamos que a decisão faz sentido e que isso não deverá impactar a capacidade de criação de valor da Prio”, explicam os analistas Pedro Soares e Thiago Duarte.
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Por acreditar que a empresa oferece uma combinação rara de desalavancagem e estar pronta para crescer ainda mais, seja orgânica ou inorganicamente, o banco possui recomendação de compra para as ações.
“Operacionalmente, a pequena queda na produção em dezembro representa poucos motivos de preocupação”.
Por volta de 14h45, a ação ordinária da Prio operava em alta de 0,52%, a R$ 35,15.