As ações de siderúrgicas brasileiras podem ser beneficiadas pelo ambiente favorável ao aumento de preços do aço, tanto no Brasil quanto no exterior, segundo análise do banco BTG Pactual.
“Acreditamos que a indústria de aço do Brasil deve apresentar melhora nas tendências à frente, amparada pelo aumento nos preços domésticos”, afirmou o BTG em um relatório.
“O ambiente global para as siderúrgicas também melhorou materialmente ao longo das últimas semanas, e vemos o cenário como maduro para alguns ajustes de preços nos próximos meses conforme a China reabre e o ambiente ‘inflacionário’ volta para as commodities“, apontou o banco.
O BTG destacOU que no Brasil o preço do aço plano – categoria que inclui o laminado, por exemplo – está 4% mais caro que o produto importado, mas que o do aço longo – grupo que inclui barras de aço, entre outros – está cerca de 10% menor.
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A empresa preferida do BTG Pactual no setor é a Gerdau (GGBR4), mas o banco acha que há uma probabilidade crescente de as ações da Usiminas (USIM5) e da CSN (CSNA3) apresentarem um bom desempenho no curto prazo.
De acordo com o BTG, isso ocorre, especialmente, porque investidores que estavam apostando na queda dos preços destes papéis, ao serem confrontados com o cenário atual, terão que desmontar essas operações – algo conhecido no mercado como cobertura de posições vendidas.
Por volta das 14h25, as ações da Gerdau, que possuem recomendação de compra pelo BTG Pactual, subiam 3,62%, enquanto as de Usiminas e CSN, às quais o banco atribui recomendação neutra (ou seja, nem compra, nem venda), subiam 1,76% e 2,68%, respectivamente.
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