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BR Properties (BRPR3) quer reduzir capital e pagar mais de R$ 1 bilhão a acionistas

BR Properties (BRPR3) quer reduzir capital e pagar mais de R$ 1 bilhão a acionistas

Piora do cenário econômico fez BR Properties reavaliar planos e deve resultar em pagamento aos acionistas e amortização das dívidas

prédio do complexo JK, da BR Properties, à noite

Foto: Divulgação / BR Properties

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O conselho de administração da BR Properties (BRPR3) propôs reduzir o capital social da empresa em R$ 1,125 bilhão e distribuir este dinheiro aos acionistas – que receberiam cerca de R$ 2,42 por ação.

Tanto a redução no capital quanto o pagamento, no entanto, ainda precisam ser aprovados pelos acionistas numa assembleia geral convocada para 28 de julho.

Além disso, a operação ainda está condicionada à conclusão de um negócio de R$ 5,9 bilhões anunciado pela companhia em meados de maio. A transação previa a venda de doze imóveis e de uma fatia num conjunto de um prédio em São Paulo, todos pertencentes à BR Properties, para fundos de investimento do grupo Brookfield.

Em comunicado, a BR Properties explica que a opção por reduzir o capital e remunerar os acionistas está relacionada ao cenário econômico, que piorou desde que a companhia fechou o negócio com o Brookfield.

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“O mundo passa por um momento de inflação crescente, com curvas de juros com viés altista. O Brasil, por sua vez, passa por mais uma crise de credibilidade fiscal, que somada ao aumento das taxas de juros e volatilidade gerada pelas eleições presidenciais, traz um cenário desafiador, sem perspectivas claras sobre como serão os próximos 12 meses”, afirmou.

A BR Properties disse que, neste contexto, considera mais sensato o dinheiro obtido com a venda dos imóveis ser usado para quitar todas as emissões de dívida da companhia e concentrar as operações em imóveis já existentes e de baixa vacância, sem novos investimentos relevantes no curto prazo.

“Dessa forma, a companhia entende que, uma vez concluídas as operações, seu capital social se tornará excessivo, sendo necessário readequar a sua estrutura de capital, de modo que o caixa em excesso possa ser melhor rentabilizado por cada um de seus acionistas”, acrescentou.

A redução do capital deve beneficiar particularmente a GP Capital Partners, que detém 60% das ações da BR Properties e receberia R$ 675 milhões com a operação. Outros R$ 112 milhões iriam para a gestora L3, que detém uma fatia de quase 10% na BR Properties, segundo dados disponíveis na B3 e atualizados pela última vez no início de junho.

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