Bolsas internacionais em queda à espera de discurso de Powell – veja o que importa hoje

Investidores ainda repercutem pesquisas eleitorais e acompanham dados do comportamento do crédito em agosto

Foto: Shutterstock

Após o desânimo dos mercados com a sinalização do Federal Reserve de que os juros americanos subirão por mais tempo do que o esperado, os investidores acompanham com atenção o discurso do presidente do banco central dos EUA, Jerome Powell, na manhã desta quarta-feira (28). Outros três membros do Fed tem falas previstas para a manhã de hoje: Raphael Bostic, Michelle Bowman e Charles Evans.

Na semana passada, o Fed voltou a elevar os juros da maior economia do mundo em 0,75 ponto percentual, ao mesmo tempo em que indicou que o ciclo de aperto monetário durará ainda mais do que o imaginado. A percepção de que a economia americana pode entrar em recessão impulsionou o dólar e provocou a queda das bolsas.

Na ocasião, Powell defendeu que é preciso levar a taxa de juros para um patamar restritivo e mantê-la por lá até a inflação voltar à meta de 2% – o BC dos EUA acredita que este nível será alcançado somente em 2025.

A instituição ainda revisou para cima as projeções para juros, que ficaram acima da expectativa dos investidores, apontando para uma taxa básica de 4,4% no final deste ano. Para 2023, a previsão subiu de 3,8% para 4,6%.

Leia mais:
Mercados têm reação negativa após Fed sinalizar ciclo de juros maior que esperado nos EUA

O mercado acompanhará o discurso de Powell, marcado para 11h15 em uma conferência de bancos no Missouri, em busca de mais pistas do que pode vir à frente.

Por volta das 7h40, os índices futuros americanos operavam no vermelho: o Dow Jones caía 0,16%, o S&P 500 recuava 0,35% e o Nasdaq estava em queda de 0,77%. O Euro Stoxx 50, principal índice europeu, caía 0,76%.

Por que isso importa? 

Juros mais altos nos EUA retiram a atratividade de ações ou de papeis de países emergentes, como o Brasil. Em meio à maior inflação em quatro décadas, o mercado teme que o Federal Reserve seja obrigado a elevar os juros de forma agressiva, contratando uma recessão da economia.

Pesquisas eleitorais e crédito em agosto

Por aqui, os mercados repercutem a possibilidade de vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno das eleições presidenciais. A cinco dias da votação, que será no próximo domingo (2), uma pesquisa da Genial/Quaest mostrou que lula ampliou para 13 pontos percentuais a vantagem sobre o presidente Jair Bolsonaro (PL).

O ex-presidente aparece com 46% das intenções de voto, oscilação de dois pontos em relação ao levantamento anterior, enquanto que Bolsonaro oscilou um ponto para baixo, e aparece com 33% dos votos.

Os investidores acompanham ainda a divulgação da nota de crédito de agosto, que será informada pelo Banco Central às 9h, com dados de juros, concessões de empréstimo e inadimplência no mês passado.

O dado é acompanhado pelo mercado porque ajuda a entender o impacto do aumento da taxa básica de juros brasileira, a Selic, sobre os financiamentos.

Compartilhe:

Mais sobre:

Leia também:

Destaques econômicos – 02 de abril

Nesta quarta (02), o calendário econômico apresenta importantes atualizações que podem influenciar os mercados. Confira os principais eventos e suas possíveis repercussões:   04:00 –

Mais lidas da semana

Uma newsletter quinzenal e gratuita que te atualiza em 5 minutos sobre as principais notícias do mercado financeiro.