Bolsas caem no exterior na véspera de decisão sobre juros dos EUA – veja o que importa hoje

No Brasil, investidores aguardam definição da Selic e repercutem pesquisas eleitoral

Foto: Shutterstock

Os índices de ações americanos no mercado futuro e as Bolsas da Europa caem na manhã desta terça-feira (20) com investidores em todo o mundo à espera da decisão de amanhã do banco central dos Estados Unidos, o Federal Reserve, sobre os juros do país.

Por volta das 8h15 de hoje, os índices futuros americanos operavam no negativo. O Dow Jones caia 0,32%, o S&P 500 estava em baixa de 0,36% e o Nasdaq perdia 0,4%. No mesmo horário, o Euro Stoxx 50, principal índice europeu, caia 0,58%. 

A expectativa do mercado é de um terceiro aumento de 0,75 ponto percentual na taxa de juros dos EUA, que subiria para a faixa de 3% e 3,25%. Os dados piores do que o esperado com a inflação aos consumidores divulgados na semana passada, porém, abriram brecha para alta ainda mais agressiva, de 1 ponto percentual.

O Ibovespa fechou a segunda-feira (18) com alta de 2,33%, aos 111.823 pontos, estimulado pela alta dos grupos de educação e siderúrgicas. O mercado também repercutiu de forma positiva o apoio de Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central, à candidatura de Lula (PT) à Presidência.

Ainda na agenda doméstica, os mercados repercutem o aumento da distância entre Lula e o presidente Jair Bolsonaro (PL) na disputa pelo Planalto. Segundo dados da pesquisa Ipec (ex-Ibope) divulgados na noite desta segunda-feira, o petista subiu de 46% para 47% nas intenções de voto no primeiro turno, enquanto Bolsonaro ficou estagnado em 31%.

Copom

Investidores brasileiros seguem na expectativa da decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) sobre a Selic, também na quarta. Ao contrário do cenário americano, por aqui a maioria do mercado aposta no encerramento do ciclo de alta dos juros no atual patamar de 13,75% ao ano.

Parte do mercado ainda acredita em uma última elevação residual, de 0,25 ponto percentual, colocando fim a trajetória de alta em 14% ao ano. Desde março de 2021, o BC já injetou 11,25 pontos percentuais na Selic, um dos maiores choques de juros desde o início do plano real

Prévia de inflação e dados da indústria

Em um dia de agenda esvaziada no Brasil e no mercado internacional, a FGV (Fundação Getulio Vargas) publica a segunda prévia do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) em setembro, considerado como o indicador de inflação do aluguel.

O IGP-M apresentou queda de 0,8% na primeira prévia do mês, e em agosto encerrou com deflação acumulada de 0,7%.

Por que isso importa? 

Os dados de inflação são acompanhados com atenção pelo mercado, já que servem como base para ajuste das expectativas dos investidores para o comportamento dos preços e para juros. 

Também nesta terça-feira serão apresentados dados da Sondagem da Indústria da Construção. A CNI (Confederação Nacional da Indústria) irá divulgar os dados a partir das 10h.

Compartilhe:

Mais sobre:

Leia também:

Destaques econômicos – 02 de abril

Nesta quarta (02), o calendário econômico apresenta importantes atualizações que podem influenciar os mercados. Confira os principais eventos e suas possíveis repercussões:   04:00 –

Mais lidas da semana

Uma newsletter quinzenal e gratuita que te atualiza em 5 minutos sobre as principais notícias do mercado financeiro.