BofA prevê laboratórios como destaque do setor de saúde no 3º trimestre; qual o favorito do banco?

Aumento do volume de exames deve permitir a diluição de custos, impulsionando a rentabilidade dessas empresas, aponta o banco

Foto: Shutterstock/NicoElNino

Em meio a um cenário desafiador para as empresas do setor de saúde, que lutam para repassar a alta de custos para os preços e expandir as margens, as redes de laboratórios devem ser o destaque positivo desta temporada de balanços, na avaliação do BofA (Bank of America).

Dentro deste grupo, a ação preferida de Fred Mendes, Gustavo Tiseo, Mirela Oliveira e Lucca R. Brendim, analistas do banco, é a do Fleury (FLRY3), que deve apresentar crescimento de margens e volumes.

“Entre as principais beneficiárias deste cenário desafiador, vemos as empresas de diagnóstico mostrando volumes consistentemente mais fortes, e reafirmamos nossa preferência por Fleury no terceiro trimestre”, escreveram, em relatório distribuído nesta quinta-feira (3).

O principal fator por trás da expansão de margens do Fleury, na visão do BofA, é o alto volume de diagnósticos realizados ao longo do trimestre, impulsionados também pela maior quantidade de dias úteis, mesmo diante da queda na realização de testes de Covid-19.

Assim, considerando que 70% dos custos da companhia são fixos, o aumento do volume beneficia a rentabilidade da empresa.

Para as operadoras de saúde verticalizadas, como a Hapvida (HAPV3), o banco vê em um aumento na sinistralidade em relação ao segundo trimestre. A Qualicorp (QUAL3), por sua vez, deve registrar perda líquida de beneficiários, consequência de altos reajustes de preço realizados ao longo do trimestre, aponta.

As operadoras de hospitais, por sua vez, devem ter dificuldade em expandir seu tíquete médio. Nesta frente, os analistas citam como exemplo a Rede D’Or e a Mater Dei, devido principalmente ao cenário mais difícil de negociação com operadoras de planos de saúde.

Neste grupo, a Mater Dei deve apresentar margens estáveis em relação ao segundo trimestre, mesmo que a sazonalidade do terceiro trimestre seja mais fraca em termos de taxa de ocupação, na avaliação do BofA. As margens devem ser sustentadas pela maturação do hospital MaterDei Salvador, que também deve impulsionar as receitas, indicam os analistas.

Há ainda um grupo de empresas, como Viveo e Dasa, que deve ter seus resultados pressionados pelas aquisições recentes, que apresentam margens menores.

Ainda que a expectativa seja de resultados mistos para Viveo, Dasa e MaterDei, os analistas acreditam que essas empresas devam começar a apresentar melhorias nos próximos trimestres.

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