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“Blue chips” recuam em bloco e pressionam Ibovespa

“Blue chips” recuam em bloco e pressionam Ibovespa

A palavra do dia é volatilidade para o índice -- chegou a subir mais de 0,83% mais cedo, mas às 13h35, perdia 0,84%

Celular com aplicativo TradeMap

Foto: João Tessari/TradeMap

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O Ibovespa vê papéis ligados à economia doméstica se valorizarem nesta quinta-feira (22), enquanto as “blue chips”, as ações de maior peso do índice, recuam em bloco.

Vale (VALE3), que negocia cerca de 15% dos papéis na Bolsa perdia 2,87% enquanto Petrobras (PETR4), com volume perto de 10%, recuava 1,59%. Enquanto isso, Itaú (ITUB4) caía 2,12% e Bradesco (BBDC4) tinha desvalorização de 2,21%. Juntos, os bancos representam 11% de todas negociações da B3.

A palavra do dia é volatilidade. O índice chegou a subir mais de 0,83% mais cedo, mas às 13h35, perdia 0,84% e operava aos 98.686 pontos.

Dentre as maiores baixas, na ponta negativa, SLC Agrícola (SLCE3) perdia4,71%, Eneva (ENEV3) caía 3,77% e Usiminas (USIM4) recuava 3,76%.

Pesa sobre o índice alguns temores fiscais e a perspectiva global de recessão. Os investidores aguardam mais notícias sobre a ideia do governo federal em criar um “voucher” para caminhoneiros com o objetivo de conter o avanço do preço dos combustíveis. 

O lado positivo

Na outra ponta, a positiva, estavam a Locaweb (LWSA3), que subia 10%, a Magazine Luiza (MGLU3), que ganhava 8,61% e a BRF (BRFS3), que valorizava 8%.

Para o analista da casa de análise INV, João Abdouni, a Bolsa é beneficiada nesta quinta-feira (23) pela alta de ativos que se beneficiam da queda de juros — varejistas, empresas de saúde e de tecnologia, por exemplo. Não à toa, os contratos de juros futuros apresentam um recuo nesta quinta.

De acordo com dados da plataforma do TradeMap, os contratos de juros para 2023, 2025 e 2028 caíam, respectivamente, 0,04, 0,07 e 0,07 pontos-base, respectivamente.

Abdouni traça dois possíveis cenários para esses papéis diante das altas. Para ele, é uma alta pontual, devido a perdas recentes ou é um sinal de que, com a perspectiva de estabilização dos juros por aqui, esses papéis vão voltar a subir com mais intensidade. “Ainda é cedo pra tirar essa conclusão”, diz o analista da INV.

Outras ações que subiam com mais intensidade eram Méliuz (CASH3), Via (VIIA3), Americanas (AMER3) e Unidas (LCAM3). Respectivamente, os papéis avançavam 7,94%, 6,55%, 5,47% e 5,31%, respectivamente.

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Bolsas internacionais

Os mercados externo operavam sem direção definida nesta quinta-feira por volta das 13h35. Nos Estados Unidos, enquanto as bolsas sobem, o mercado digere o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, que reconheceu, na quarta, a possibilidade de uma recessão nos EUA à medida que o banco central luta contra a inflação.

Na avaliação de Abdouni, da INV, o discurso “limpou um cenário catastrófico” de recessão. Powell se pronunciará novamente no senado nesta quinta-feira.

Por lá, os principais índices sobem:  o S&P 500 ganhava 0,35%, o índice Nasdaq crescia 1% e o Dow Jones operava com estabilidade.  

Na Europa, o mercado acompanhou a divulgação dos dados do índice gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) alemão, que mostrou uma desaceleração acima do esperado na atividade econômica ao registrar 52,5 pontos ante 54,5 da expectativa do mercado.

Além disso, mais cedo, o governo da Alemanha anunciou que enfrentará uma escassez de gás russo, e pediu para a população economizar no uso do produto. Por lá, os índices acionários recuavam em conjunto: o DAX, da alemão, caía 1,54%, o FTSE 100, do Reino Unido, perdia 1% e o Euro Stoxx 50, que contempla empresas de todo continente perdia 0,73%.

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