Bloqueios em rodovias, balanço da Petrobras e Fed – veja o que importa hoje

Investidores ainda acompanham decisão de juros do Banco da Inglaterra; futuros americanos operam em queda

Foto: Shutterstock/Vintage Tone

No final da tarde de ontem, dia em que o mercado brasileiro fechou por causa do feriado de Finados, o presidente Jair Bolsonaro fez pronunciamento pedindo a manifestantes que liberem os trechos interditados em rodovias pelo país – seus apoiadores pedem “intervenção federal” após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva.

Associações de diversos setores soltaram notas para risco de desabastecimento de bens, incluindo combustíveis, por todo o país, e nesta quinta-feira (3) ficará mais claro se o recado de Bolsonaro deu resultado ou não, e se isso será suficiente para reduzir a tensão dos mercados com a transição.

Saiba mais:
Em 1ª fala após eleição, Bolsonaro evita comentar derrota, mas diz que joga dentro da Constituição

Além dos bloqueios de estradas, dezenas de milhares de manifestantes apoiadores do presidente se reuniram em frente a quarteis do Exército de diferentes cidades brasileiras pedindo intervenção militar.

Em Nova York, os ADRs de empresas brasileiras caíram com força ontem. Companhias aéreas como Gol e Azul tiveram as maiores quedas, de 6,3% e 5,65%, respectivamente, mas houve tombos fortes em todos os setores, com CSN e Vale recuando 5,12% e 4,91%, e a Petrobras caindo 2,15%.

Além do monitoramento da situação política, o mercado acompanha com lupa hoje a divulgação de balanços de peso. Antes da abertura, o Banco Pan (BPAN4) informa o seu resultado, e após o fechamento é a vez de empresas como Petrobras (PETR3, PETR4), Pão de Açúcar (PCAR3), Renner (LREN3) e Tenda (TEND3).

Fed e BoE

O mau humor com ativos brasileiros lá fora ontem foi intensificado pela tensão política, mas se deveu também à decisão do Federal Reserve, que decidiu elevar os juros americanos em mais 0,75 ponto, ao mesmo tempo em que indicou que pode desacelerar o ritmo de aperto monetário a partir das reuniões de dezembro ou janeiro.

Apesar desse cenário ter confirmado a expectativa do mercado, a entrevista concedida pelo presidente do Fed, Jerome Powell, desanimou as bolsas gringas. O comandante do banco central americano afirmou que ainda não é possível sinalizar o fim do ciclo de aumento da taxa básica dos EUA.

Leia também:
PCE mostra inflação ainda alta nos EUA, mas reforça subida menor de juros em dezembro

Powell confirmou que enxerga a chance de discutir a desaceleração da alta dos juros a partir de dezembro, mas destacou que ainda há “um caminho a percorrer”, o que fez os principais índices americanos fecharam em forte queda ontem.

Hoje, os investidores ainda acompanham a decisão do BoE (Banco da Inglaterra), em sua primeira decisão de juros após a renúncia de Liz Truss do cargo de premiê e sua substituição por Rishi Sunak. Às 9h30, o DoL (Departamento de Trabalho dos EUA) divulga o número atualizado de pedidos de auxílio desemprego.

Por volta das 8h15, os índices futuros americanos operavam em queda: o Dow Jones recuava 0,47%, o S&P 500 recuava 0,63% e o Nasdaq caía 0,81%. O Euro Stoxx 50, principal índice europeu, estava em queda de 1,05%.

Compartilhe:

Mais sobre:

Leia também:

Destaques econômicos – 02 de abril

Nesta quarta (02), o calendário econômico apresenta importantes atualizações que podem influenciar os mercados. Confira os principais eventos e suas possíveis repercussões:   04:00 –

Mais lidas da semana

Uma newsletter quinzenal e gratuita que te atualiza em 5 minutos sobre as principais notícias do mercado financeiro.