A empresa de meios de pagamentos Stone (STOC31) reverteu o lucro de R$ 150,3 milhões registrado no segundo trimestre de 2020 para um prejuízo de R$ 150,5 milhões no mesmo período deste ano.
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De acordo com a companhia, o resultado negativo foi influenciado por ajustes de R$ 397,2 milhões, além do menor desembolso de crédito, fortes investimentos na operação e maiores despesas financeiras.
No comunicado à imprensa, o CEO da Stone, Thiago Piau, disse que o resultado da companhia foi afetado por problemas da indústria com o sistema de registro de recebíveis de crédito.
“Cometemos alguns erros em nossa execução, especialmente sem prever como o mau funcionamento do sistema de registro poderia prejudicar nossos negócios”, destaca. “Por conta disso, decidimos ter uma abordagem cautelosa e implementar algumas ações prudentes, como interromper temporariamente o desembolso de crédito e aumentar a cobertura para potenciais perdas futuras, o que impactou nossos resultados reportados no trimestre”, complementa.
Quanto à carteira de crédito, a Stone afirmou que o resultado do segundo trimestre ficou praticamente estável em relação ao 1º trimestre, a R$ 1,99 bilhão.
Outros destaques operacionais e financeiros reportados pela fintech são:
- Receita total: R$ 613,4 milhões, retração de 8,1%
- Receita total (excluindo o efeito da vertical de crédito): R$ 1,010 bilhão, cifra 67,8% maior em um ano
- Take rate (taxa cobrada a cada transação): 0,91%, queda de 0,75 p.p.
- Take rate (taxa cobrada a cada transação e excluindo o efeito da vertical de crédito): 1,57%, crescimento de 0,08 p.p.
- Volume de pagamentos (TPV): R$ 60,4 bilhões, alta anual de 58,6%
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