Nesta quarta-feira, 27, a Privalia, que atua como o maior outlet online do Brasil, decidiu adiar sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) e manter seu registro aberto.
De acordo com Fernando Boscolo, CEO da companhia, o adiamento é devido às condições incertas de mercado e a empresa aguardará uma melhora no ambiente do país a fim de conseguir o “preço certo” para a oferta.
Segundo a minuta do prospecto preliminar enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em fevereiro, a operação seria composta por uma distribuição primária, quando os recursos vão direto para o caixa da companhia, e secundária, quando os atuais acionistas vendem parte ou a totalidade de suas fatias na empresa.
A empresa pretendia utilizar os recursos da tranche primária para
- Adquirir ativos da Privalia VA;
- Desenvolver a plataforma de e-commerce da Companhia;
- Investir em marketing;
- Reforçar o capital de giro;
- Potenciais aquisições de negócios (M&A).
Aproximadamente 80% da oferta seria secundária. Desse modo, o grupo francês Veepee, que controla a empresa desde 2016 e possui 98,3% da operação brasileira, daria saída.
Desse modo, o IPO transformaria a Privalia em uma corporation, com o management detendo 8% da companhia após cinco anos.
O BTG Pactual, o J.P. Morgan, o Itaú BBA e o Credit Suisse são os coordenadores da oferta.
Sobre a Privalia
A Privalia, fundada em 2006, em Barcelona (Espanha), é uma plataforma de comércio eletrônico (e-commerce) focada em flash sales, um sistema que liga grandes marcas a consumidores engajados por meio de descontos e de uma experiência de compra única.
A empresa iniciou suas operações no Brasil em 2008, com ofertas no segmento de moda. Atualmente, é o maior player digital no país.
Foto: Privalia/Divulgação