Movida tem alta de 99% no lucro do 1º tri, para R$ 109,5 milhões

Segmentos de aluguel tradicional e terceirização de frotas apresentaram bom desempenho no começo deste ano.

A Movida (MOVI3) registrou um lucro líquido de R$ 109,5 milhões no primeiro trimestre de 2021, de acordo com balanço divulgado após o pregão de terça-feira, 27. O valor é quase o dobro do lucro apresentado no mesmo período do ano passado, quando foi R$ 55,1 milhões. 

Quando comparado com o trimestre imediatamente anterior (4T20), o lucro da empresa teve uma retração de 21,1%, visto que o lucro daquele período foi de R$ 138,7%. 

De acordo com a empresa, a nova tecnologia aplicada nos canais digitais e a retomada na demanda por carros alugados e seminovos impulsionou os bons resultados dos primeiros três meses do ano. Mas nem todos os indicadores foram tão expressivos. 

A receita líquida, por exemplo, caiu 20% na comparação com o primeiro trimestre de 2020. De R$ 1,01 bilhão para R$ 804,9 milhões neste 1T21. 

Já o lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) saltou na comparação com o primeiro trimestre do ano passado. A alta foi de 35,3%, para R$ 304,5 milhões. Numa comparação com o 4T20, quando foi R$ 305,3 milhões,  o valor permaneceu praticamente estável. 

Outros dados da empresa 

A receita líquida do segmento de aluguel tradicional da empresa (chamado RAC) apresentou um valor recorde de R$ 365,1 milhões no primeiro trimestre de 2021. A alta foi de 12,2% na comparação anual. O Ebitda do mesmo segmento foi de R$ 169 milhões. 

O RAC (Rent a Car, na sigla em inglês) atende empresas e pessoas físicas para aluguéis que são diários ou por períodos curtos, até seis meses. 

De acordo com a empresa, o resultado forte veio mesmo com uma frota de carros menor para esse segmento. Foram 70 mil unidades, 8,2 mil a menos do que no mesmo período de 2020. Nos primeiros três meses deste ano, 5 milhões de carros foram alugados diariamente, um recorde histórico para a Movida. 

Já no segmento GFT (Gestão e Terceirização de Frotas), a expansão da receita líquida foi de 31% na comparação anual, para R$ 165 milhões, com uma receita média por carro de R$ 1.231/ mês. 

O GFT atende aluguéis mais longos, por períodos superiores a um ano. Recentemente, ganhou um novo braço de negócio que é o de carros por assinatura, em que uma pessoa física pode alugar um carro por até três anos.  

Os bons números nesse modelo de negócio vieram pela adição de 11,5 mil carros versus o 1T20, com recorde no volume de 3,8 milhões de diárias nos três primeiros meses deste ano. 

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