As bolsas europeias abriram no campo positivo nesta terça-feira, 25, e os futuros americanos também operam em alta após bom desempenho de ações de tecnologia ontem.
Nos Estados Unidos, autoridades do Federal Reserve falaram novamente que a inflação transitória e que é certo ter mais algumas altas nos indicadores de inflação nos próximos meses, principalmente por conta de alguns gargalos nos preços e pela escassez de suprimentos. Entretanto, conforme a pandemia recua no país, essas altas temporárias também recuariam reduzindo o risco da inflação.
De acordo com dados oficiais compilados pelo site Our World in Data, 49,01% da população foi vacinada até segunda-feira, 24. O número de novos casos de Covid-19 é o menor desde junho passado.
Enquanto isso, as bolsas asiáticas fecharam em alta, com o mercao seguinto o desempenho dos papéis de tecnologia americanos.
O petróleo também subiu com a expectativa de recuperação na demanda do óleo, mas continua no radar dos investidores os estoques do Irã, caso o acordo nuclear do país seja reativado. As preocupações com os picos de coronavírus em regiões da Ásia também não desapareceram.
Na agenda econômica internacional, hoje nos EUA sairá a divulgação das vendas de novas moradias, a Confiança do Consumidor e a Sondagem Industrial.
Cenário brasileiro
Ontem o Boletim Focus do Banco Central indicou mais uma alta no PIB, com a mediana de projeções passando de 3,45%, da semana passada, para 3,52%, no entanto, a projeção do mercado para a inflação neste ano chegou praticamente ao teto da meta.
Por falar em inflação, hoje na agenda econômica os investidores aguardam a divulgação do IPCA-15.
Já no campo político, esta terça-feira reserva o depoimento da secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mayra Pinheiro, na CPI da Covid, no Senado. Também tem as discussões sobre a reforma administrativa na CCJ da Câmara, que prevê a exclusão da estabilidade de servidores públicos, e os debates sobre a reforma tributária que estão divididos entre Câmara e Senado.
Enquanto as reformas não saem, o ministro da economia Paulo Guedes, afirmou em entrevista que o presidente Jair Bolsonaro precisará adiantar a agenda de reformas ou acabará perdendo votos ao tentar a reeleição.