Bolsas mundiais sobem após dados econômicos dos EUA

Pedidos de auxílio-desemprego caíram no país norte-americano, renovando os menores patamares da pandemia, até agora.

Bolsas mundiais avançam nesta sexta-feira, 28, depois que dados econômicos dos Estados Unidos apresentaram números sólidos, indicando o avanço da recuperação do país. 

A começar pelos números de pedidos de auxílio-desemprego, que somaram 406 mil em uma semana, abaixo dos 425 mil estimado por analistas. É o menor patamar desde que a pandemia começou, embora ainda seja o dobro dos valores apresentados no país sem coronavírus, quando ficava em 200 mil – 250 mil. 

Ontem, o presidente Joe Biden também figurou no noticiário com uma proposta de orçamento que prevê o aumento dos gastos federais para US$ 6 trilhões no próximo ano fiscal. Já em relação ao pacote de infraestrutura de US$ 1,7 trilhão, a resposta do Senado até agora foi de uma contraoferta de US$ 928 bilhões. 

Na agenda de indicadores do dia teremos os dados sobre gastos pessoais e o indicador de inflação, índice PCE, de abril. Trata-se do dado mais importante do Federal Reserve, que deve fornecer mais pistas sobre as os preços nos EUA.

Do outro lado do mundo, as bolsas asiáticas fecharam em sua maioria em alta, porém a situação no Japão chama a atenção, após o país recomendar a continuidade do estado de emergência que inclui a capital Tóquio, para frear novas infecções por coronavírus.

Entre as commodities, o petróleo se mantém estável, enquanto o minério de ferro sobe, mesmo com a China tentando controlar os preços por lá. O Bitcoin continua caindo, abaixo dos US$ 40 mil.

Cenário brasileiro 

Na CPI da Pandemia, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse que a crise sanitária deve durar até o início de 2022 e que, para frear a 3ª onda, é preciso mesclar vacinação com medidas “não farmacológicas”, como máscara e distanciamento social.

Covas ainda disse que o presidente Bolsonaro atrapalhou a negociação para compra de vacinas, contrariando o depoimento dado pelo ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello.

Ainda em relação à pandemia, o presidente entrou ontem com pedido no STF para anular decretos de governadores que impõem medidas restritivas em 3 estados (Pernambuco, Pará e Rio Grande do Norte). A solicitação protocolada em meio à uma possível 3º onda é a segunda de mesma natureza que Bolsonaro propõe.

Já na parte política, a Câmara aprovou a medida provisória (MP) que eleva o salário mínimo de R$ 1.045 para R$ 1.100, com base na inflação de 2020. A MP ainda passará por análise do Senado.

O reajuste foi de 5,26%, abaixo das perdas inflacionárias do ano, no entanto, terá um impacto de R$ 17,3 bilhões nas contas públicas. A MP precisava de aprovação até a próxima terça-feira, 1º de junho, para não perder validade.

Compartilhe:

Leia também:

Destaques econômicos – 02 de abril

Nesta quarta (02), o calendário econômico apresenta importantes atualizações que podem influenciar os mercados. Confira os principais eventos e suas possíveis repercussões:   04:00 –

Mais lidas da semana

Uma newsletter quinzenal e gratuita que te atualiza em 5 minutos sobre as principais notícias do mercado financeiro.