Bolsas mundiais sinalizam dia de aversão ao risco

Por aqui, o clima de tensão na área política está forte, após nova denúncia contra o governo federal.

O clima é de aversão ao risco no mercado internacional na manhã desta quarta-feira, 30. Futuros americanos recuam, bolsas europeias sinalizam queda e bolsas asiáticas fecharam com resultados variados entre si. 

Investidores estão cautelosos sobre os potenciais danos econômicos que a nova variante delta pode causar à recuperação dos países.

A Alemanha já informou que a maior parte dos novos casos do país são da variante. A Rússia registra recordes de morte pela delta. Portugal analisa registrir voos à Inglaterra que sofre com nova proliferação. E a Austrália, um dos cases de sucesso da pandemia, impôs novas medidas de restrição de mobilidade no país. 

As bolsas europeias caem mesmo após o índice de inflação na zona do euro desacelerar em junho.  O indicador saiu de 2,0% em maio para 1,9% em junho, em linha com as previsões de mercado, embora próximo da meta do BCE de 2%.

A preocupação com a alta dos preços continua, principalmente porque o valor do petróleo e de alguns impostos na Alemanha tendem a continuar pressionando a inflação.

Nesta quarta, o Escritório para Estatísticas Nacionais do Reino Unido confirmou a queda de 1,6% no PIB do país relativo ao primeiro trimestre, levemente abaixo da expectativa. Por outro lado, a agência governamental afirmou que as economias das famílias britânicas teve forte alta no período.

Com isso, a expectativa é de que haja gastos por conta da demanda reprimida, conforme a economia reabre.

Na Ásia, as bolsas fecharam de forma mista, com investidores de olho nos dados da indústria da China. Divulgado os dados de PMI, eles mostraram desaceleração em junho, com problemas de oferta.

O índice de gerentes de compras industrial recuou entre maio e junho, de 51 para 50,9, acima da expectativa do mercado, que previa queda a 50,7. A leitura não muito distante de 50 indica que a manufatura da segunda maior economia do mundo se expande em ritmo lento.

Nos Estados Unidos, todos esperam a divulgação dos dados de emprego, previsto para sexta. O indicador deve trazer mais informações sobre o estado atual da economia americana. A expectativa de economistas é de que 683 mil empregos tenham sido criados no país em junho. 

Até lá, o mercado segue cauteloso, com os principais índices renovando recordes, mas com a alta contida. Ontem, dia 29, o Dow Jones teve leve variação positiva de 0,03%, assim como o S&P, que subiu 0,03% também. Já o Nasdaq valorizou 0,19%. Tanto o S&P quanto o Nasdaq atingiram novos patamares recordes.

Cenário interno

No Brasil, investidores continuam acompanhando a CPI da Covid no Senado, que ouve hoje o empresário Carlos Wizard, apontado como integrante do gabinete paralelo de assessoramento ao Presidente da República.

A atenção também se volta para o afastamento do diretor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias. Ele é acusado de pedir propina para compra de vacinas, em um furo de notícia da noite de ontem, dado pela Folha de S. Paulo.

Para essa quarta-feira, 30, a agenda econômica interna reserva a taxa de desemprego, pela PNAD Contínua, e o Indicador de Incerteza da Economia Brasil (IIE-Br). 

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