A B3 (B3SA3) reportou um lucro líquido recorrente de R$ 1,23 bilhão no segundo trimestre deste ano, mostrando uma elevação de 21,6% em relação ao mesmo período de 2020.
O forte resultado foi puxado pela intensa atividade dos mercados brasileiros de ações e de dívidas.
Com o saldo, a bolsa brasileira superou as expectativas dos analistas consultados pela Refinitiv, que esperavam um montante de cerca de R$ 1,19 bilhão.
A companhia acabou se beneficiando por um maior Volume Médio de Negociações Diárias (ADTV), que expandiu 17,1% na base anual, e pela atividade recorde de Ofertas de Ações, que totalizou 13 ofertas públicas iniciais (IPOs, na sigla em inglês) e 10 follow-ups no trimestre, além do aumento de receitas em todos os segmentos.
Sua receita líquida chegou a R$ 2,42 bilhões, um avanço de 26,7% sobre os R$ 2,12 bilhões obtidos no ano passado.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) recorrente apresentou elevação de 30,6% em um ano, para R$ 1,85 bilhão.
Enquanto isso, a margem Ebitda recorrente avançou 6,58 pontos percentuais (p.p), para 80,9%.
As despesas de pessoal e encargos do trimestre tiveram um aumento de 32,6% na base anual, impulsionado por reajustes salariais, bônus e despesas não recorrentes.
Além disso, a empresa ainda anunciou um aumento em seu guidance (projeção) de despesas operacionais ajustadas para este ano, agora uma estimativa entre R$ 1,295 bilhão e R$ 1,345 bilhão.
Anteriormente, esperava-se um valor entre R$1,225 bilhão e R$ 1,275 bilhão.
Outro destaque negativo foi em relação ao processamento de dados, que teve elevação de 43,2% na comparação anual, refletindo a intensificação dos projetos de aumento de capacidade e de novas funcionalidades nas plataformas B3.
Ações em queda
As ações da B3SA3 apresentaram forte queda no pregão desta quinta-feira, 12.
Apesar do sólido resultado financeiro, às 16h05 (horário de Brasília), os ativos caíam 6,58%, cotados a R$ 14,06, após a B3 anunciar a revisão da classificação de risco de uma contingência legal, de “remota” para “possível”.
A contingência está relacionada a uma ação na qual a Bolsa é acusada de supostamente ter causado prejuízos em operações de mercado futuro de dólar conduzidas pelo Banco Central em janeiro de 1999, com o valor atualizado da contingência em R$ 31,2 bilhões (incluindo juros e multas).
Outro fator que vem elevando o risco nos papéis da companhia são os temores da possibilidade de uma nova bolsa de valores entrar em operação, tirando, assim, o monopólio da B3.
Para saber mais detalhes sobre o resultado da companhia, acesse o TradeMap Web e veja a Lâmina de Empresa da B3SA3.
Foto: Rafael Von Zuben