AstraZeneca registra US$ 1,56 bi de lucro no 1º trimestre

Valor é o dobro do apresentado em 2020, porém venda de vacinas contra Covid-19 não são o destaque.

Lucro da AstraZeneca dobra no 1T21, mas venda de vacinas contra Covid-19 não surpreendem

O Grupo farmacêutico AstraZeneca (AZN) registrou lucro líquido de US$ 1,56 bilhão no primeiro semestre de 2021, de acordo com balanço divulgado nesta sexta-feira, 30. Trata-se de um aumento de 100% em relação aos US$ 780 milhões do mesmo período do ano anterior.

Já a receita no período subiu 15,27%, de US$ 6,35 bilhões para US$ 7,32 bilhões, na comparação anual. O destaque de vendas ficou para os medicamentos contra o câncer Tagrisso, Imfinzi e Lynparza, que cresceram 20% no período, somando US$ 1,61 bilhão.  

As vendas de vacinas contra a Covid-19 representaram apenas 4% da receita da empresa, cerca de US$ 275 milhões. Desse montante, US$ 224 milhões foram da Europa, o que equivale a cerca de US$ 4 por dose. 

O motivo para um valor tão baixo é o compromisso firmado pela empresa de não lucrar com sua vacina enquanto durar a pandemia de Covid-19, vendendo-a a preço de custo. 

Outras farmacêuticas como Pfizer e a empresa de biotecnologia Moderna, cobram cerca de cinco vezes mais por dose e esperam lucros de US$ 15 bilhões e US$ 18 bilhões, respectivamente, nestes três primeiros meses do ano. 

Impacto da pandemia 

A gigante farmacêutica AstraZeneca enfrentou um trimestre difícil publicamente, sob crescente pressão da União Europeia para a entrega de doses de vacinas, que estão em atraso, além de problemas com efeitos colaterais em pacientes. 

Ao todo, foram 68 milhões de doses entregues em todo o mundo neste primeiro trimestre. Destas, 30 milhões chegaram à UE das 120 milhões que estavam prometidas por contrato.

O grupo distribuiu, do ano passado até agora, mais de 300 milhões de doses para 165 países. Sua vacina representa 90% das doses administradas à Índia, por exemplo, um país que sofre com uma nova onda de contágios.

Em compensação, a vacina da AstraZeneca é aplicada de forma restrita na maioria dos países da União Europeia devido aos riscos de casos isolados e raros de trombose. A Dinamarca, por exemplo, deixou de utilizá-la por completo.

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