O Itaú BBA, que já recomendava a compra das ações da Blau Farmacêutica (BLAU3), ficou ainda mais otimista com os papéis da empresa. Em relatório publicado na segunda-feira (21), decidiu elevar o preço-alvo das ações da companhia de R$ 42 para R$ 45.
A mudança, segundo os analistas, foi motivada por anúncios recentes da Blau referentes à compra do laboratório Bergamo e à parceria com a JSR.
As duas operações foram anunciadas em outubro e ampliam a presença da Blau no segmento de medicamentos biotecnológicos.
No caso da parceria com a JSR, o acordo prevê o desenvolvimento de quatro anticorpos monoclonais de última geração, que podem ser usados em tratamentos oncológicos e no combate a inflamações em geral.
Segundo a Blau, esses medicamentos estão entre os com o maior mercado endereçável do mundo, com montante estimado em US$ 42 bilhões.
O investimento na parceria foi calculado em pelo menos US$ 100 milhões ao longo dos próximos 10 anos.
As transações fizeram o Itaú BBA reduzir a previsão para o lucro da farmacêutica neste ano – em 4,7%, para R$ 375 milhões, mas levaram a uma revisão para cima nos resultados projetados para 2023 e 2024.
Agora, o Itaú BBA acha que a Blau deve lucrar R$ 494 milhões no ano que vem e R$ 583 milhões em 2024. Os números são 5,9% e 5,4% maiores que as projeções anteriores.
Os analistas disseram no relatório que reconhecem as incertezas que pairam sobre os resultados da Blau no curto prazo – em particular o aumento da concorrência no mercado de imunoglobulina, que pesa sobre os resultados da farmacêutica. No entanto, acham que em 2023 a situação deve ficar mais favorável para a empresa.
“Vemos a Blau como um nome defensivo, com baixa alavancagem financeira e um valuation barato – uma história atraente em períodos de turbulência”, disse o Itaú BBA, acrescentando que a Blau é uma das preferidas da instituição no setor de saúde.
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