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BlackRock dá 3 motivos para ficar longe das ações dos EUA enquanto mercado estiver caindo

BlackRock dá 3 motivos para ficar longe das ações dos EUA enquanto mercado estiver caindo

Instituição avalia que mercado está otimista demais com perspectivas de lucro das empresas dos EUA e avisa: é melhor esperar para investir nas bolsas

ilustração com bandeira dos EUA, detalhe da nota de dólar e gráfico de cotações

Foto: Shutterstock

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A forte queda acumulada pelos mercados de ações dos Estados Unidos em 2022 está longe de ser uma oportunidade para comprar mais papéis, segundo o BlackRock Investment Institute (BII), braço de análise de uma das maiores gestoras de investimentos do mundo.

Em primeiro lugar, segundo o BII, as margens de lucro das empresas americanas estão aumentando há aproximadamente duas décadas e agora há mais chance de elas caírem do que subirem. Isso porque os preços da energia devem continuar altos e gerando despesas maiores para as companhias – e o mercado aparentemente ainda está desprezando este fasor ao calcular o lucro futuro.

“Analistas esperam que as companhias do S&P 500 aumentem o lucro em 10,5% neste ano, segundo dados da Refinitiv. Isso é muito otimismo, do nosso ponto de vista. As ações podem cair mais se as pressões sobre as margens aumentarem”, disse o BII.

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Outro elemento que deve comer a margem de lucro das empresas será a pressão por aumentos de salário maiores que a inflação pelo menos no curto prazo – o que é bom para a economia, mas ruim para as companhias, acrescentou o BII.

“O segundo motivo pelo qual não estamos comprando ações na queda atual é: elas não ficaram tão mais baratas”, afirmou o braço de análise. Nas contas da instituição, mesmo com a queda nos preços dos papéis, os valores ainda não chegaram a níveis atraentes quando se leva em consideração a possibilidade de lucros menores e de aumento mais acelerado nas taxas de juros americanas.

O terceiro e último motivo para evitar as ações dos EUA é a possibilidade de o banco central americano, o Federal Reserve, exagerar no aumento dos juros do país.

“Isso é parte do motivo pelo qual ficamos neutros em relação a ações no mês passado. Na semana passada, os preços dos papéis caíram para perto das mínimas do ano. Não vemos um rali sustentado até que o Fed reconheça explicitamente os riscos ao crescimento e ao emprego caso os juros subam demais. Esse seria o sinal para ficarmos positivos em relação às ações de novo.”

O BII recomenda neutralidade – nem compra, nem venda – em relação às ações para um horizonte de investimentos “tático” – ou seja, com duração de seis a doze meses. Para prazos maiores, a recomendação é de compra de ações.

“Achamos que os bancos centrais vão acabar optando por conviver com a inflação em vez de elevar os juros para níveis que possam destruir crescimento. Isso significa que a inflação provavelmente ficará mais alta do que em relação aos períodos anteriores à Covid-19”, disse o BII.

Ações operam em forte queda

Os principais índices de ações dos EUA caem mais de 2% nesta segunda-feira (13), pressionados por preocupações com a possibilidade de o Federal Reserve acelerar o ritmo de alta nos juros do país e aumentar as chances de recessão econômica.

Por volta das 13h50, o Dow Jones caía 2,08%, o S&P 500 tinha queda de 2,91% e o Nasdaq Composto perdia 3,67%. No acumulado de 2022, todos estes índices acumulam perdas de dois dígitos – o Dow Jones cai 15%, o S&P 500 recua 21% e o Nasdaq Composto apresenta queda de 30%.

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