A BB Seguridade (BBSE3), holding dos negócios de seguros do Banco do Brasil, deve apresentar um lucro de quase R$ 2 bilhões no quarto trimestre de 2022, um valor cerca de 55% maior que o visto no mesmo período de 2021.
A companhia vai divulgar o balanço referente ao intervalo de outubro a dezembro na quinta-feira (9), antes da abertura da Bolsa.
Dentre as casas consultadas pela Agência TradeMap, Santander, BTG Pactual e Goldman Sachs projetam um lucro líquido de R$ 1,8 bilhão para a holding no período. A Genial Investimentos é um pouco mais otimista, com estimativa de R$ 1,9 bilhão.
A corretora, inclusive, considera que a receita dos principais segmentos da companhia – BrasilSeg, a BrasilPrev e a BrasilCap – some R$ 1,1 bilhão no trimestre, o que significaria um avanço de 53,2% na comparação anual.
Na avaliação do Santander, a BB Seguridade deve apresentar bons resultados no quarto trimestre de 2022 ao se beneficiar de maiores receitas financeiras devido a uma “exposição a títulos indexados ao CDI e ao aumento das receitas no negócio de corretagem”.
“Esperamos um trimestre de crescimento saudável dos prêmios da BB Seguridade, impulsionado principalmente pelo segmento rural, conforme dados da Susep (Superintendência de Seguros Privados), que também apontaram sinistralidade estável em níveis normais durante o quarto trimestre de 2022”, afirma o banco em relatório.
Os números preliminares referentes aos três últimos meses de 2022 da BB Seguridade foram divulgados em dezembro pela Susep, órgão que regula o setor e publica mensalmente os resultados das empresas.
Na ocasião, o Goldman Sachs apontou em um relatório que a BB Seguridade emitiu em novembro R$ 1,2 bilhão em prêmios. Esse indicador representa o que os clientes segurados pagam recorrentemente às seguradoras, o equivalente à receita da empresa.
Na mesma linha, o BTG Pactual apontou em relatório que um forte crescimento dos prêmios, uma maior receita de corretagem e uma linha de resultados financeiros mais saudável, auxiliada por uma Selic média mais alta, podem ter gerado “ventos favoráveis ao balanço do quarto trimestre”.