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Bancos brasileiros devem frear inadimplência antes da América Latina, prevê UBS-BB; entenda

Bancos brasileiros devem frear inadimplência antes da América Latina, prevê UBS-BB; entenda

Por outro lado, carteira de crédito dos bancos locais tem se tornando mais arriscada

Notas e moedas de Real

Foto: Shutterstock

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Ao comparar as principais métricas de qualidade de crédito de bancos de diferentes países da América Latina, a equipe de analistas do UBS-BB concluiu que os bancos brasileiros devem ver suas taxas de inadimplência pararem de subir antes de seus pares dos demais países da região, embora suas carteiras de crédito estejam se tornando mais arriscadas, na contramão de bancos de outros mercados.

Depois de terem apresentado uma melhoria artificial em seus índices de inadimplência em 2020, devido a programas de auxílio governamental, que aumentaram a renda disponível da população, e políticas das próprias companhias, os bancos brasileiros começaram a registrar aumentos nos índices no fim de 2020.

Em comparação, os bancos mexicanos e andinos começaram a ver um aumento na inadimplência apenas nos últimos trimestres, o que pode indicar que os brasileiros estão à frente no ciclo de crédito, segundo o UBS-BB.

Ainda assim, a expectativa é de aumento gradual na inadimplência em toda a América Latina, devido a uma combinação de carteiras de crédito relativamente mais arriscadas e aos avanços na inflação, que limitam a renda disponível da população.

Outra conclusão do UBS-BB é que a carteira de crédito dos bancos brasileiros tem caminhado para um mix mais arriscado, ao contrário de bancos colombianos ou chilenos. Por exemplo, as carteiras dos bancos brasileiros alcançaram a fatia mais alta de empréstimos pessoais dos últimos dez anos, chegando a 41% no primeiro trimestre, excluindo crédito imobiliário.

Ainda que o UBS-BB reconheça que esse movimento, em meio a um cenário de taxas de juros em dois dígitos, deva ter um efeito positivo sobre as margens líquidas de juros dos bancos, ele também pressiona a qualidade dos ativos.

Em relação a provisionamento, o UBS-BB nota que os bancos mexicanos têm praticado políticas mais conservadoras do que os demais. No período entre 2012 e 2021, os níveis de provisionamento em relação à inadimplência dos bancos mexicanos ficaram em uma média de 120%, enquanto os bancos andinos registraram média de 110% e os brasileiros, de 100%.

Entre todos os bancos da América Latina, as ações preferidas dos analistas do UBS-BB são dos brasileiros Bradesco (BBDC4) e Itaú (ITUB4). Assim, a recomendação para os dois papéis é de compra, com preços-alvo de R$ 25 e R$ 30, respectivamente.

Dos brasileiros, Itaúsa (ITSA4), XP (XPBR31), Inter (BIDI11) e Nubank (NUBR33) também recebem recomendação de compra, enquanto a indicação é neutra para Santander (SANB11) e BTG Pactual (BPAC11).

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