Banco do Brasil (BBAS3) deve ter salto no lucro do 3º trimestre com avanço da carteira de crédito

Na visão mais otimista, o Itaú BBA projeta um lucro líquido de R$ 7,8 bilhões no período

Foto: Shutterstock/rafapress

Em contrapartida ao Bradesco (BBDC4), que viu uma queda de 25% do lucro do terceiro trimestre, e provavelmente ao Itaú Unibanco (ITUB4), que divulga os resultados nesta quinta-feira (10), o Banco do Brasil (BBAS3) deve mostrar um avanço no indicador, segundo estimativas de bancos e corretoras.

A expectativa dos analistas é que, depois de anotar um lucro líquido recorrente de R$ 5 bilhões no terceiro trimestre do ano passado, o montante avance pelo menos 38% no período equivalente deste ano.

Dentre as instituições consultadas pela Agência TradeMap, a XP e o BTG projetam um lucro líquido de R$ 6,9 bilhões no período. O Santander e o Bank of America, por sua vez, preveem R$ 7,4 bilhões, enquanto o Itaú BBA, o mais otimista, vislumbra R$ 7,8 bilhões.

Para a XP, o banco estatal deve ter um forte crescimento na carteira de crédito no trimestre, impulsionada pelo segmento rural, que norteia boa parte dos resultados. No terceiro trimestre de 2021, a carteira de crédito do Banco do Brasil era de R$ 814,2 bilhões.

Esperamos mais um trimestre com tendências operacionais sólidas e vemos riscos de alta para nossa projeção de lucro líquido de R$ 7,4 bilhões. Projetamos crescimento da carteira de crédito de 13% na comparação anual, sustentado pelo bom desempenho das carteiras corporativa e agro”, comenta o BofA, em relatório.

Por outro lado, quando o assunto é margem financeira com clientes, as instituições não entram em consenso. A XP espera uma contração de 1% na comparação anual, atingindo R$ 15,5 bilhões, enquanto o Santander já espera um número um pouco maior, de R$ 9,68 bilhões e o Itaú BBA, novamente o mais otimista, prevê R$ 18,7 bilhões.

“Esperamos uma margem financeira bruta (NII) em linha quando comparado ao ano passado, porém um pouco menor na comparação trimestral. Ademais, esperamos um aumento marginal em sua taxa de inadimplência, mas ainda permanecendo a menor entre seus pares”, afirma a XP.

A taxa de inadimplência, que tanto preocupa o mercado quanto o assunto é banco, deve subir de forma leve no terceiro trimestre. Para o período, tanto o Itaú BBA quanto a XP projetam taxa de 2,2%, o que significa um aumento de 0,2 p.p (ponto percentual) na comparação anual.

No trimestre, o ROE (retorno sobre o patrimônio líquido médio) deve vir acima dos 14% apresentados de julho a setembro em 2021. A XP, o BofA e o Itaú BBA estimam, nesta ordem, 18%, 18,8% e 20,3% neste ano.

O Banco do Brasil divulgará seu balanço relativo ao terceiro trimestre nesta quarta-feira (9), após o fechamento do mercado.

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