A Azul (AZUL4) lançou mais uma versão modificada do avião E195, da Embraer (EMBR3) voltada ao transporte de cargas, desta vez com o dobro da capacidade da versão original da aeronave.
Em 2020, a Azul foi a primeira empresa a voar com um jato E195 modificado para movimentar cargas. O desenho de fábrica da aeronave é para o transporte de passageiros.
Neste ano, a empresa fez mudanças adicionais: expandiu a capacidade de carga para 15 toneladas – ante as 7 toneladas originais – e transformou o E195 num avião de classe F. Isso significa que a aeronave é certificada para transportar cargas na cabine, em contêineres resistentes a calor e ao fogo.
Segundo a Azul, o ganho de eficiência equivale a uma redução de 7.900 toneladas de carbono emitidas por aeronave, por ano. O projeto é uma parceria da companhia brasileira com a LHColus Tecnologia, empresa de consultoria aeronáutica. O avião passou por todas as etapas de certificação e teve aprovação da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).
Segmento de cargas é importante para Azul
O setor de cargas vem ganhando relevância na Azul. Em 2019, a receita com o transporte de mercadorias representou 4,9% da receita líquida da empresa, mas em 2020 este porcentual cresceu para 13,9%. No ano passado até o terceiro trimestre, este índice era de 15,3%.
A empresa estimou no final de 2020 que estava a caminho de dobrar a receita de cargas em 2021 em relação a 2019 e que ultrapassaria a meta de faturamento anual de R$1 bilhão apenas com esta unidade de negócio.
Por volta das 10h45 (de Brasília), as ações da Azul recuavam 1,03%, para R$ 27,82.