Aura Minerals (AURA33) pode alavancar-se para financiar crescimento, diz CEO

Empresa explicou na TradeLive desta semana quais são os planos e expectativas para o segundo semestre

Foto: Shutterstock

A Aura Minerals (AURA33), a única mineradora de ouro listada no Brasil, quer continuar crescendo mesmo com as adversidades de seu mercado. Os preços das commodities, especificamente ouro e cobre, têm caído desde o início do ano, e colocou em xeque a produção já baleada dos primeiros meses de 2022. 

Desde o início do ano, o preço do ouro recua 10%. Levando em consideração a máxima histórica, atingida em 8 de março em meio à guerra no Leste Europeu, a cotação da commodity tem baixa de mais de 20%. Inevitavelmente, as margens da Aura acabam sendo pressionadas.

Segundo o CEO da companhia, Rodrigo Barbosa, na TradeLive desta semana, o impacto é real, mas o atual patamar do ouro ainda é atrativo para a empresa. Considerando, ainda, que o real foi depreciado em relação ao dólar desde o começo do ano, não foi tão negativo para os investidores brasileiros.

Além disso, a volatilidade no preço das commodities não afetará os projetos de crescimento da Aura. Há unidades em construção e mais duas que começarão as preparações ao longo do ano que vem.

Como cada unidade demora cerca de 18 meses para ficar pronta para os trabalhos, 2024 será um ano importante para a Aura.

Daqui a dois anos, a empresa espera ter uma produção 50% maior do que o reportado em 2021 — nem que tenha que se alavancar para tal.

O executivo ressaltou que até pouco tempo atrás, a empresa tinha mais caixa do que dívida bruta, ou seja, era caixa líquido. Hoje, com a aquisição de uma mineradora australiana, por US$ 51,6 milhões pagos à vista por 80% da empresa, a dívida líquida é pequena.

Segundo o CEO, a alavancagem financeira da empresa (dada pela relação entre a dívida líquida e o Ebitda) pode ficar entre 0,5 vez e 1,5 vez para que os projetos de crescimento sejam financiados e novas oportunidades de aquisição sejam aproveitadas.

Atualmente, a empresa detém três complexos em atividade. Além de uma brasileira, localizada no Mato Grosso, também há operações no México e em Honduras. Outras quatro unidades estão sendo construídas: duas no Brasil e uma na Colômbia. 

O que esperar do pipeline robusto de crescimento e a remuneração aos investidores?

O CEO da Aura Minerals, Rodrigo Barbosa, explicou no 70º episódio da TradeLive quais são o planos da empresa para a produção do segundo semestre. Confira a entrevista!

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