Ásia fecha em alta puxada pela Coreia do Sul; Europa com balanços fortes

Fonte: Shutterstock/Vintage Tone

Os mercados asiáticos fecham nesta quinta-feira (13) majoritariamente em alta, com destaque para a Coreia do Sul. O Nikkei 225 (Japão) fecha em alta de 1,24%, o Hang Seng (Hong Kong) em queda de 0,17%, o Shanghai Composite (China continental) em queda de 0,50% e o Kospi (Coreia do Sul) em alta de 3,56%. O rali é puxado pelo setor de chips, em meio à força da demanda por semicondutores e a uma leitura de inflação ao consumidor nos Estados Unidos em linha com o esperado, que reduz temores de novos apertos monetários do Federal Reserve no curto prazo.

Com o quarto pregão consecutivo de ganhos, a Kospi acumula alta de mais de 20% em cerca de dez pregões desde a mínima registrada em 30 de julho patamar que o mercado já trata como entrada em um mercado técnico de alta. O movimento marca uma reviravolta em relação a julho, quando o índice teve seu pior mês desde a crise financeira global, com queda de 22%.

No radar corporativo, a Samsung Electronics (005930.KS) fecha o pregão em alta de 4,89%, no mesmo rali do setor de chips que impulsiona o Kospi. Já a CK Hutchison Holdings (0001.HK), de Hong Kong, fecha em alta de 1,47% depois de reportar salto no lucro do primeiro semestre de 2026, período que o presidente do grupo classificou como “turbulento e incerto”.

Os mercados europeus operam nesta quinta-feira (13) em direção mista, em meio ao alívio trazido por uma leitura de inflação ao consumidor nos Estados Unidos dentro do esperado. O FTSE 100 (Reino Unido) opera em queda de 0,19%, pressionado pela recuada do petróleo, enquanto o DAX (Alemanha) opera em alta de 0,47% e o CAC 40 (França) em alta de 0,21%. No Reino Unido, dado do PIB do segundo trimestre confirma expansão de 0,4%, em linha com o esperado. O petróleo Brent recua depois de semanas de alta, mas segue acima de US$ 80 o barril, com Estados Unidos e Irã ainda sem um acordo permanente sobre a navegação no Estreito de Hormuz.

Na Dinamarca, a Maersk (MAERSK-B.CO) opera em forte alta depois de reportar lucro operacional do segundo trimestre acima do esperado e elevar a projeção de resultado para 2026 pela segunda vez no ano. A companhia atribui parte do salto de rentabilidade à turbulência no comércio global, incluindo a disrupção do tráfego no Estreito de Hormuz e os ataques hutis no Mar Vermelho, que elevaram as tarifas de frete.

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